{"id":30597,"date":"2020-12-23T10:04:38","date_gmt":"2020-12-23T14:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=30597"},"modified":"2020-12-23T10:04:38","modified_gmt":"2020-12-23T14:04:38","slug":"voce-sabe-se-esta-comendo-chester-peru-ou-frango-entenda-a-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/voce-sabe-se-esta-comendo-chester-peru-ou-frango-entenda-a-diferenca\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea sabe se est\u00e1 comendo Chester, peru ou frango? Entenda a diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Quem foi ao supermercado nos \u00faltimos dias deve ter percebido que o frango tradicional cedeu espa\u00e7o no freezer para outras aves. Al\u00e9m do tradicional peru, tamb\u00e9m s\u00e3o facilmente encontradas aves com nome diferentes, como Chester e Fiesta. O que muita gente n\u00e3o sabe \u00e9 que essas aves especiais, como s\u00e3o chamados os exemplares dessa categoria, tamb\u00e9m s\u00e3o frangos. Ok, talvez o melhor termo seja \u201csuperfrangos\u201d, mas ainda s\u00e3o aves da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O peru, que durante d\u00e9cadas reinou absoluto nas festas de fim de ano, \u00e9 uma esp\u00e9cie que surgiu muito provavelmente onde hoje \u00e9 o M\u00e9xico, e agora \u00e9 criada em todo o mundo. Enquanto frangos podem chegar a aproximadamente cinco quilos, perus podem bater 40 quilos. Eles t\u00eam membros maiores, o que rende mais carne.<\/p>\n<h3><strong>Diferen\u00e7as na cria\u00e7\u00e3o do Chester, Fiesta e frango comum<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com o pesquisador Elsio Figueiredo, da Embrapa Su\u00ednos e Aves, o grande segredo por tr\u00e1s das chamadas aves especiais est\u00e1 na gen\u00e9tica. As empresas de prote\u00edna animal, como Seara e Perdig\u00e3o, fizeram um intenso trabalho de selecionamento gen\u00e9tico para obter animais maiores e, principalmente, com mais rendimento de coxa e peito.<\/p>\n<p>De acordo com a gerente-executiva da Perdig\u00e3o, Luciana Bulau, o trabalho de sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do Chester \u2013 que \u00e9 a marca registrada de aves especiais da empresa e n\u00e3o o nome da esp\u00e9cie do animal \u2013 come\u00e7ou a partir da importa\u00e7\u00e3o de uma linhagem escocesa presente nos Estados Unidos, na virada dos anos 1970 para 1980.<\/p>\n<p>\u201cImportamos uma gen\u00e9tica que realmente prezasse pelo porte da ave. \u00c9 uma ra\u00e7a mais favorecida em partes nobres, como peito e coxa. Costumamos dizer que 70% da carne est\u00e1 nessas partes\u201d, diz Luciana. \u201cChest\u201d, ali\u00e1s, significa \u201cpeito\u201d, em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>A executiva destaca que, al\u00e9m disso, um diferencial do Chester \u00e9 o tempo de abate. Enquanto frangos tradicionais costumam ser abatidos, em m\u00e9dia, aos 35 dias de vida, a ave especial da Perdig\u00e3o vive at\u00e9 50 dias, ganhando mais musculatura.<\/p>\n<p>Segundo a gerente-executiva da Perdig\u00e3o, o Chester tamb\u00e9m \u00e9 alimentado com uma ra\u00e7\u00e3o especial produzida pela BRF. \u201cEssa dieta proporciona vitaminas e minerais necess\u00e1rios para que ele possa se desenvolver\u201d, frisa.<\/p>\n<p>As empresas destacam, tamb\u00e9m, o crit\u00e9rio elevado que \u00e9 aplicado a granjas e produtores dedicados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das aves especiais, visando qualidade e bem-estar animal. A Perdig\u00e3o, por exemplo, concentrou a produ\u00e7\u00e3o na f\u00e1brica e nos produtores da regi\u00e3o de Mineiros (GO), e oferece treinamentos para qualificar os avicultores.<\/p>\n<h3><strong>Por que o frango comum \u00e9 abatido mais cedo?<\/strong><\/h3>\n<p>Figueiredo, da Embrapa, afirma que o criador tem buscado a antecipa\u00e7\u00e3o do abate principalmente por quest\u00f5es econ\u00f4micas. \u201cAgora que o milho est\u00e1 muito caro, por exemplo, quanto mais tarde for abater, menos lucro vai dar\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, uma curiosidade: gra\u00e7as \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o do abate, o consumidor encontra coxas e outras partes do frango com ossos menores do que antigamente, j\u00e1 que o animal ganhou peso sem necessariamente se desenvolver mais.<\/p>\n<h3><strong>E como o peru \u00e9 criado?<\/strong><\/h3>\n<p>Pode at\u00e9 soar estranho, mas segundo o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio e gerente agropecu\u00e1rio de perus da Seara, Jovani Felipetto, o manejo de perus \u00e9 mais parecido com o de su\u00ednos do que com o de frangos tradicionais. O ciclo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 dividido em duas fases: manejo iniciador e terminador.<\/p>\n<p>Em entrevista ao programa Ligados &amp; Integrados, Felipetto contou que o manejo iniciador do peru vai do 1\u00ba ao 34\u00ba dia de vida. Os primeiros dias s\u00e3o mais delicados, porque os animais tendem a ser suscet\u00edveis a doen\u00e7as e precisam de alguns cuidados especiais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ave chega \u00e0 granja para termina\u00e7\u00e3o com peso m\u00e9dio de 1,4 quilo. O tempo total at\u00e9 o abate varia de 62 dias (f\u00eamea leve) at\u00e9 150 dias (macho pesado).<\/p>\n<p>A granja tamb\u00e9m possui equipamentos diferentes dos que est\u00e3o presentes em uma granja de frango, de acordo como o tipo de animal que est\u00e1 sendo criado.<\/p>\n<p>As ra\u00e7\u00f5es obedecem a diferentes n\u00edveis nutricionais para atender \u00e0s diferentes fases de produ\u00e7\u00e3o dos perus. De acordo com a supervisora da f\u00e1brica de ra\u00e7\u00f5es da Seara, Mariele Mellitz, a quantidade de prote\u00ednas, por exemplo, pode variar entre 17% na fase final at\u00e9 30% nas fases iniciais.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, a quest\u00e3o f\u00edsica da ra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante. A ra\u00e7\u00e3o pr\u00e9\u2013inicial passa pelo processo de peletiza\u00e7\u00e3o normal e depois \u00e9 bem triturada, j\u00e1 que \u00e9 oferecida aos peruzinhos que saem do incubat\u00f3rio e s\u00e3o alojados na granja, cujo sistema digestivo ainda est\u00e1 sendo desenvolvido. J\u00e1 a ra\u00e7\u00e3o inicial tem uma granulometria um pouco maior. A ra\u00e7\u00e3o para as granjas de terminadores, por sua vez, \u00e9 a ra\u00e7\u00e3o de crescimento e tem uma qualidade de pellet normal\u201d, diz Mariele, ao programa.<\/p>\n<h3><strong>D\u00e1 para sentir a diferen\u00e7a no prato?<\/strong><\/h3>\n<p>O pesquisador da Embrapa afirma que a diferen\u00e7a mais not\u00e1vel entre as aves consumidas nas festas de fim de ano \u00e9 no volume de carne. No caso do Chester, Luciana acrescenta que a carne tende a ser mais macia, tenra e suculenta (mais \u00famida) do que a prote\u00edna de um frango comum. J\u00e1 a carne do peru \u00e9 mais seca, um pouco mais r\u00edgida e tem um sabor mais acentuado do que a do frango tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0 \u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/\">Canal Rural<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem foi ao supermercado nos \u00faltimos dias deve ter percebido que o frango tradicional cedeu &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":30598,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-30597","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro_cfnews"],"wps_subtitle":"Aves especiais com maior concentra\u00e7\u00e3o de carne em partes nobres, como peito e coxa, chamam aten\u00e7\u00e3o; entenda o que h\u00e1 de diferente na cria\u00e7\u00e3o e no sabor","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30597"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30599,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30597\/revisions\/30599"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}