{"id":37567,"date":"2021-05-09T07:10:12","date_gmt":"2021-05-09T11:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=37567"},"modified":"2021-05-09T07:10:12","modified_gmt":"2021-05-09T11:10:12","slug":"maes-e-filhos-relatam-sentimentos-apos-vacinacao-e-renovam-votos-de-amor-em-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/maes-e-filhos-relatam-sentimentos-apos-vacinacao-e-renovam-votos-de-amor-em-familia\/","title":{"rendered":"M\u00e3es e filhos relatam sentimentos ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o e renovam votos de amor em fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>O Dia das M\u00e3es deste ano promete ser de muito amor e esperan\u00e7a de dias melhores para milhares de fam\u00edlias cuiabanas, cujas matriarcas j\u00e1 receberam ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, mesmo que o distanciamento social ainda seja uma necessidade, uma vez que a pandemia ainda n\u00e3o acabou. Somente o fato de irem aos polos de vacina\u00e7\u00e3o tem sido uma oportunidade dessas m\u00e3es reencontrarem com os filhos e netos, pois muitos deles v\u00e3o acompanhados de familiares.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Laurinda de Carvalho Rodrigues, 60 anos, m\u00e3e de duas filhas de 38 e 26 anos de idade e av\u00f3 de cinco netos, que foi levada pela filha ca\u00e7ula e pelo neto Rafael Francisco Rodrigues de Souza, 20 anos, para tomar a primeira dose da vacina no polo SESI Papa. \u201cFiz o isolamento, moro praticamente na ch\u00e1cara, ent\u00e3o n\u00e3o venho muito pra cidade, n\u00e3o. Eles que v\u00e3o mais para l\u00e1. Eles n\u00e3o deixavam eu vir pra cidade, eu ficava isolada, mas eles sempre iam me ver\u201d, conta dona Laurinda.<\/p>\n<p>O ano pand\u00eamico para ela foi de muito sofrimento, com a perda de tr\u00eas tios, duas sobrinhas, al\u00e9m de amigos e conhecidos para a covid-19. \u201cTenho amigos que ainda est\u00e3o internados, intubados, passando por momentos dif\u00edceis em suas fam\u00edlias, mas tenho esperan\u00e7a que todo mundo tome [a vacina] e sare, que fiquem bem\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O neto de Laurinda, Rafael Francisco, conta que ficou muito feliz em levar a av\u00f3 para ser vacinada. \u201cEspero que d\u00ea tudo certo e que isso possa ajudar muito. Ela \u00e9 muito especial, a gente ama muito ela e est\u00e1 sempre cuidando e zelando. Espero que isso passe logo\u201d, desejou o jovem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cuidados das filhas profissionais da sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m contou com todo o cuidado das filhas &#8211; Dulce, 45; Carlina, 43; e Claudineia, 40 \u2013 foi a dona de casa Adail Santana Pinheiro de Queiroz, 64 anos, cujas filhas e uma neta s\u00e3o todas profissionais da sa\u00fade e sabiam muito bem do risco de manterem o contato com a m\u00e3e, no momento de alto cont\u00e1gio pelo coronav\u00edrus. \u201cA gente que \u00e9 da \u00e1rea da sa\u00fade j\u00e1 tomou as doses da vacina. E por ela n\u00e3o ter tomado ainda a gente manteve uma dist\u00e2ncia dela pra gente n\u00e3o transmitir pra ela porque a gente n\u00e3o sabe ao certo o que poderia acontecer. Ela tem diabetes, problema de press\u00e3o, alguns problemas que exigem dist\u00e2ncia, mas sempre estivemos olhando, cuidando. Minha filha tamb\u00e9m \u00e9 da \u00e1rea da sa\u00fade ent\u00e3o sempre estivemos juntos com ela, na medida do poss\u00edvel\u201d, conta Carlina Queiroz de Souza, que \u00e9 lactarista em UTI neonatal.<\/p>\n<p>Ao levar a m\u00e3e para ser vacinada, Carlina aproveitou para expressar tudo o que dona Adail representa em sua vida. \u201cEla \u00e9 uma refer\u00eancia pra mim por tudo o que ela j\u00e1 passou. Me d\u00e1 muita for\u00e7a! Cada vez que eu tenho algum problema, s\u00f3 de estar olhando pra ela, muitas vezes sem nem conversar, mas s\u00f3 de olhar como ela \u00e9, o que ela j\u00e1 passou, isso nos motiva, faz a gente seguir adiante porque a vida n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil pra ningu\u00e9m, por tudo o que a gente passou e estamos a\u00ed. Eu espero muitos e muitos anos a gente continuar. N\u00e3o imagino jamais n\u00e3o ter ela por perto porque ela me representa tudo! Tudo de bom pra mim!\u201d, declarou, emocionada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Segunda chance<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dona de casa Vanusa Arcanjo da Silva, que acompanhou a m\u00e3e Isvaldina Ferreira Guedes, 60 anos, na vacina\u00e7\u00e3o no polo SESI Papa, contou que n\u00e3o v\u00ea a hora de sua m\u00e3e tomar a segunda dose pra poder voltar a reunir toda a fam\u00edlia. Ela conta que sua m\u00e3e, que teve 6 filhos, precisou deix\u00e1-los com a av\u00f3 para poder trabalhar e o v\u00ednculo acabou sendo perdido, sendo retomado muitos anos depois.<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 uma guerreira! Pra mim ela representa tudo, uma ben\u00e7\u00e3o porque foi uma segunda chance que Deus me deu de conhecer a minha m\u00e3e verdadeira porque eu n\u00e3o fui criada com ela, eu fui criada pela minha av\u00f3. Eu fui conhecer ela com 15 anos, ela deixou a gente para poder trabalhar, pra dar o p\u00e3o de cada dia pros filhos porque a vida dela n\u00e3o foi f\u00e1cil. E o meu amor \u00e9 muito grande, amo minha m\u00e3e, dou valor pela pessoa que ela \u00e9, porque ela \u00e9 muito guerreira\u201d, declarou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Amor de m\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Etelize da Silva Cruz, 63 anos, m\u00e3e de um casal de adultos, foi com a filha e a neta se vacinar e contou que estava preocupada com o filho, que j\u00e1 pegou covid-19, mas ainda n\u00e3o foi contemplado em nenhum grupo priorit\u00e1rio da vacina. \u201cA gente \u00e9 m\u00e3e, a gente fica pensativa, fica preocupada, mas, vamos levando\u201d, disse. Ela n\u00e3o contraiu a doen\u00e7a, pois sempre manteve o isolamento social. \u201cFoi um ano muito triste, tive que ficar longe, falando s\u00f3 pelo v\u00eddeo. Em nome de Deus, vamos nos reunir quando isso passar\u201d, afirmou esperan\u00e7osa.<\/p>\n<p>A filha de Etelize, a psic\u00f3loga Edileuza Aparecida Silva Cruz, conta como foi o ano pand\u00eamico para sua fam\u00edlia: \u201cMinha m\u00e3e \u00e9 uma pessoa muito importante. Ela \u00e9 muito batalhadora, muito guerreira, muito dura, dificilmente fica doente. Essa pandemia assustou ela demais porque ela ficou longe das pessoas que s\u00e3o as irm\u00e3s, que \u00e9 uma rede de apoio pra ela e ela teve que ficar separada. Meu irm\u00e3o e eu moramos perto, ent\u00e3o a gente fez uma rede de apoio apenas n\u00f3s. Ent\u00e3o ela teve contato com a gente esse tempo todo, mas ela ficava com medo de receber pessoas. Da gente sair, de ficar doente. Qualquer gripe, qualquer dificuldade que aparecia, ela estava com muito medo de sair de casa, ins\u00f4nia. Mas a minha m\u00e3e \u00e9 muito forte, muito batalhadora, muito corajosa\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Invers\u00e3o de pap\u00e9is\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Edileuza Cruz destaca ainda que o ano de pandemia foi um per\u00edodo em que houve uma invers\u00e3o de pap\u00e9is entre pais e filhos, em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados. \u201cEu acho que \u00e9 desse momento social. Realmente parece que eles [os pais] est\u00e3o um pouco mais dependentes, precisando da gente, at\u00e9 por conta da tecnologia para fazer o cadastro, para saber o que est\u00e1 acontecendo, saber dessas not\u00edcias que saem, nem todas s\u00e3o verdadeiras. Ent\u00e3o eles precisam muito da gente pra ajudar nesse discernimento tamb\u00e9m porque tem que filtrar essas not\u00edcias, que acabam abalando muito eles. A necessidade da presen\u00e7a dos filhos \u00e9 justamente para ajud\u00e1-los a entender tudo isso porque \u00e9 um outro modo de vida, pensando neste momento social tamb\u00e9m\u201d, avalia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto:\u00a0 Gustavo Duarte\u00a0 |\u00a0 Fonte:\u00a0 Prefeitura de Cuiab\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia das M\u00e3es deste ano promete ser de muito amor e esperan\u00e7a de dias &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":37568,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,59,77],"tags":[],"class_list":["post-37567","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cf-news","category-destaque","category-estudo"],"wps_subtitle":"Pandemia trouxe novos modos de vidas, chances de demonstrar o amor e muita saudade, que se mistura com a esperan\u00e7a trazida pela vacina.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37567"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37567\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37569,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37567\/revisions\/37569"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}