{"id":37882,"date":"2021-05-12T16:50:05","date_gmt":"2021-05-12T20:50:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=37882"},"modified":"2021-05-12T16:52:53","modified_gmt":"2021-05-12T20:52:53","slug":"um-chamado-para-a-superacao-com-ficcao-e-uma-boa-dose-de-realismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/um-chamado-para-a-superacao-com-ficcao-e-uma-boa-dose-de-realismo\/","title":{"rendered":"Um chamado para a supera\u00e7\u00e3o, com fic\u00e7\u00e3o e uma boa dose de realismo"},"content":{"rendered":"<p>A Voz dos Sinos, novo romance do jornalista Rui Matos, mescla fic\u00e7\u00e3o com veracidade e foi escrito ap\u00f3s o autor superar uma crise de ansiedade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Olho:<\/strong><\/p>\n<p><em>Para compor o cen\u00e1rio nos dois livros, o autor criou personagens que traduzem tanto o ambiente pantaneiro, quanto o horizonte barroco mineiro<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A Voz dos Sinos, novo romance do jornalista Rui Matos, desnuda uma realidade de medos, desafios e supera\u00e7\u00e3o. Junto ao primeiro livro, No Mar de \u00c1gua Doce, a saga campestre conta o drama de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de uma fam\u00edlia em conflito. No enredo, crise de relacionamento, busca para vencer as diferen\u00e7as, conflitos, al\u00e9m da t\u00e3o sonhada resili\u00eancia no per\u00edodo entre o auge da Era Vargas em 1930 e o estopim do Golpe Militar de 1964. Um tapete liter\u00e1rio que come\u00e7a no majestoso cen\u00e1rio pantaneiro de Mato Grosso e chega \u00e0 buc\u00f3lica S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rey, Minas Gerais. Um mergulho entre fic\u00e7\u00e3o e realidade tendo como pano de fundo as ang\u00fastias humanas.<\/p>\n<p>\u201cDescobrir a literatura como rota de fuga me salvou da depress\u00e3o profunda\u201d, conta o autor, que \u00e9 natural de Rondon\u00f3polis (MT) e mora em Cuiab\u00e1 desde 1986. Com especializa\u00e7\u00e3o em Marketing e Filosofia, os quase 30 anos de experi\u00eancia no Jornalismo foram motiva\u00e7\u00e3o para contar hist\u00f3rias de forma mais l\u00fadica. O impulso foi a busca pela cura de uma depress\u00e3o que j\u00e1 produzia sintomas psicossom\u00e1ticos. \u201cNas muitas noites de ins\u00f4nia e desejos de morte, decidi ligar o computador e come\u00e7ar o roteiro de apenas um livro e que, mais adiante, se tornou uma trilogia. Em vez de ficar sofrendo com as dores da alma e do corpo, transferi todos os sentidos aos personagens\u201d, revela.<\/p>\n<p>No entanto, Rui Matos n\u00e3o criou personagens baseado em si mesmo. Muito menos, traduziu suas pr\u00f3prias fraquezas. \u201cAssim como eu sofria, via tantos amigos e familiares se definhando com a depress\u00e3o. Identifiquei um problema comum a tantas pessoas pr\u00f3ximas. A partir da\u00ed, criei personagens e fui desenhando uma realidade coletiva que fica mais evidente no personagem Julian, de A Voz dos Sinos. No Mar de \u00c1gua Doce \u00e9 o ber\u00e7o das situa\u00e7\u00f5es que antecedem o desenrolar de A Voz dos Sinos e que faz o menino Julian criar o seu mundo particular. Para ele tudo \u00e9 perfeito aos seus olhos, ainda assim sem perder de vista a ang\u00fastia que o aflige. Julian descortina o mundo real bisbilhotando por buracos de fechaduras e frestas de janelas\u201d. Da\u00ed por diante, a narrativa se envolve em cenas sensuais, enigmas, mortes e um envolvimento emocional com o linguajar, sabores, cores e aromas do Pantanal e das serras mineiras. Nesse contexto, o autor se valeu da experi\u00eancia profissional junto ao universo pantaneiro, al\u00e9m das mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia nas muitas viagens de f\u00e9rias ao Tri\u00e2ngulo Mineiro.<\/p>\n<p>\u201cO curioso \u00e9 que consegui escrever uma hist\u00f3ria com situa\u00e7\u00f5es engra\u00e7adas, cheia de curiosidades, mist\u00e9rios, exemplos de supera\u00e7\u00e3o e longe de ser identificada como autoajuda\u201d. Segundo o autor, \u00e9 romance ao estilo prosa. A certeza de que o escritor estava no caminho certo veio com a premia\u00e7\u00e3o das duas obras no Edital \u2018Estev\u00e3o de Mendon\u00e7a de Literatura Mato-grossense\u2019 em 2015 e 2020, respectivamente. Pr\u00eamios que se juntaram a outros conquistados: Finalista do 10\u00ba Pr\u00eamio Ayrton Senna de Jornalismo (2010), e vencedor do Jornalistas &amp; Cia &#8211; HSBC (2010), Pr\u00eamio Sebrae de Jornalismo em 2013 e 2015, por essa ordem. \u201cCostumo dizer que criei uma hist\u00f3ria viva, que vai se concretizar em dezembro desse ano com o terceiro livro que ainda est\u00e1 sem t\u00edtulo\u201d.<\/p>\n<p>Para compor esse cen\u00e1rio hist\u00f3rico-regional nos dois livros, Rui Matos criou personagens metaf\u00f3ricos e com ares de realismo fant\u00e1stico como Agnus, Maria Cec\u00edlia, Comendador Coriolano Gregory, Maria Sete Voltas, Jo\u00e3o do Carro de Boi, Jo\u00e3o Facudo, Bethe Cheirosinha, Grampola Bocai\u00fava, Nego Fogoi\u00f3, Mulata Lucr\u00e9cia, o menino Julian, al\u00e9m de outros personagens secund\u00e1rios que traduzem tanto o ambiente boiadeiro do Pantanal quanto o horizonte barroco da Minas Gerais hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u201cFelizmente, em Mato Grosso n\u00e3o se colhe apenas gr\u00e3os. Como cantaram Arnaldo Antunes e Fromer, \u2018a gente n\u00e3o quer s\u00f3 comida\u2019. Brotou uma nova safra de escritores e Rui Matos germinou com o seu primeiro romance No Mar de \u00c1gua Doce\u201d, avalia o escritor Eduardo Mahon.<\/p>\n<p>Em No Mar de \u00c1gua Doce, Rui Matos busca o tortuoso caminho do sucesso, t\u00e3o ansiado por escritores que se lan\u00e7am no mercado editorial. Para o membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Mato Grosso, Jo\u00e3o Carlos Vicente Ferreira, ao romancear fatos ocorridos com gente pantaneira e o pr\u00f3prio Pantanal, o autor vai atrair a aten\u00e7\u00e3o dos leitores, n\u00e3o s\u00f3 pelo tema, mas tamb\u00e9m pela qualidade e apuro na elabora\u00e7\u00e3o do texto. \u201cFalar do Pantanal, de sua gente e suas hist\u00f3rias, das terras ricas e f\u00e9rteis, dos p\u00e1ssaros que buscam suas lagoas para pesca e alimentos necess\u00e1rios, das plantas que se reproduzem e cria toda vegeta\u00e7\u00e3o exuberante que marca com beleza este o\u00e1sis biol\u00f3gico, de \u00e1gua, luz e terra \u00e9, sem d\u00favida alguma, uma forma de arrebatar leitores. Uma narrativa cheia de sensualidade que agu\u00e7a a imagina\u00e7\u00e3o\u201d, observa Jo\u00e3o Carlos. \u201cFoi um desfile incr\u00edvel de narrativas nos dois livros. N\u00e3o d\u00e1 para ler em poucos dias. Cada frase tem que parar a leitura para contemplar o quadro que se desenha na mente\u201d, definiu Raul Almeida Moraes, engenheiro agr\u00f4nomo de Ara\u00e7atuba, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cCom a leitura de A Voz dos Sinos me deliciei com frases inesperadas. Com defini\u00e7\u00f5es sorrateiras bem ao estilo mineiro. \u00c9 natural de Minas Gerais que nem tudo seja dito de forma expl\u00edcita. Como se houvesse um pacto com o leitor. Eu escrevo e voc\u00ea pensa como quiser. Rui Matos abusou desses devorteios. Achei \u00f3timos. A trama vai se seguindo na lenta montagem de odores, sabores e a mal\u00edcia que vai da cozinha ao quarto licencioso. Personagens descasados e misteriosos, aqui e ali se encontram num falar de linguagem, de emo\u00e7\u00f5es, de gestos e de desilus\u00f5es. Mist\u00e9rios pairando no ar. Os sinos d\u00e3o cad\u00eancia \u00e0 velha S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rey\u201d, analisa Onofre Ribeiro.<\/p>\n<p>Onofre, que tamb\u00e9m \u00e9 jornalista e apresenta o autor na primeira obra, afirma que o livro surpreende com uma vertente leve, torneando personagens e fatos numa do\u00e7ura quase inocente de quem v\u00ea a vida como uma estrada que n\u00e3o precisa necessariamente ser sinuosa. \u201cAgora, \u00e9 esperar que Rui Matos nos conduza com a mesma do\u00e7ura, em breve, com os pr\u00f3ximos livros que completar\u00e3o a trilogia Agnus Dei para outros mares nunca dantes navegados\u201d, concluiu Onofre Ribeiro.<\/p>\n<p>Sobre a depress\u00e3o, o autor diz estar em tratamento e que espera a cura em breve. \u201cHoje procuro n\u00e3o pensar em depress\u00e3o. Sinto que estou mais forte que a doen\u00e7a, pois tive a coragem de procurar ajuda e fui amparado por familiares e amigos. No terceiro livro da trilogia, que poder\u00e1 se chamar Muitos de Mim, pretendo continuar descrevendo supera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas dor. Talvez, a \u00fanica faceta pessoal nessa hist\u00f3ria seja a vontade de vencer a depress\u00e3o. E isso irei conseguir, certamente\u201d.<\/p>\n<p>Por causa da prolifera\u00e7\u00e3o do novo Coronav\u00edrus, o autor decidiu n\u00e3o realizar lan\u00e7amento f\u00edsico do segundo livro, bem como a segunda edi\u00e7\u00e3o do primeiro. Optou pela divulga\u00e7\u00e3o dos e-books pelas redes sociais e pela Imprensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E-BOOK<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo vendo o mercado liter\u00e1rio se recuperando diante da pandemia da Covid-19, o autor optou por divulgar as obras apenas no formato e-book.\u00a0 Segundo o relat\u00f3rio \u201cPainel do Varejo de Livros\u201d (Nielsen), realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), houve um crescimento de 38,38% na venda de exemplares e de 28,46% em faturamento global em mar\u00e7o de 2021. O resultado positivo \u00e9 um comparativo com dados do mesmo m\u00eas em 2020, quando a pandemia come\u00e7ou no Brasil. Em n\u00fameros absolutos, os estabelecimentos monitorados pela Nielsen registraram a venda de 3,9 milh\u00f5es de exemplares, o que resulta no faturamento de R$ 165 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cMesmo assim, decidimos apostar no formato digital justamente pensando nos riscos da pandemia. Eliminamos a figura da livraria, do vendedor, do Correios e do novo Coronav\u00edrus\u201d, salienta Rui Matos. Fora isso, tem o lado social do autor que decidiu disponibilizar as duas obras na plataforma Amazon para leitura gratuita em l\u00edngua portuguesa por certo per\u00edodo a partir de julho. Apenas o e-book No Mar de \u00c1gua Doce em l\u00edngua inglesa ser\u00e1 comercializado por pre\u00e7o popular. \u201cEm l\u00edngua inglesa vamos buscar um caminho novo aos autores que n\u00e3o s\u00e3o assistidos por grandes editoras. Nossos editores precisam apostar mais em t\u00edtulos brasileiros traduzidos para o ingl\u00eas e, principalmente, o espanhol\u201d, aposta. \u201cH\u00e1 tantos poemas, poesias e cr\u00f4nicas regionais que, certamente, agradariam argentinos, uruguaios e chilenos, s\u00f3 para citar alguns povos\u201d.<\/p>\n<p>Rui Matos defende que haja populariza\u00e7\u00e3o das obras de pequenas editoras, como \u00e9 o caso da Carlini &amp; Caniato, sua editora. \u201cRamon Carlini e Elaine Caniato debru\u00e7am sobre os projetos para que as obras se tornem produtos liter\u00e1rios e n\u00e3o seja apenas mais um livro. H\u00e1 toda uma equipe de preparadores de texto, arte, revisores, tradutores e editores envolvidos. \u00c9 um trabalho que completa e valoriza o trabalho do autor. Em todas as regi\u00f5es h\u00e1 bons autores e vemos isso diariamente pelas redes sociais. O que falta, certamente, \u00e9 apoio oficial e, muitas vezes, a valoriza\u00e7\u00e3o por parte de alguns leitores pelo que \u00e9 regional. Pelo que \u00e9 nosso\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SIGA O AUTOR<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 que os e-books estejam dispon\u00edveis gratuitamente no <strong>amazon.com.br<\/strong>, a partir de julho, no <strong>Instagram<\/strong> j\u00e1 pode-se ler trechos das duas obras de Rui Matos: <strong>@rui.matos.escritor<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p>Agnus Dei \u2013 No Mar de \u00c1gua Doce (Carlini &amp; Caniato), 288 pags., 13,8 cm x 20,8 cm<\/p>\n<p>Agnus Dei \u2013 A Voz dos Sinos (Carlini &amp; Caniato), 176 pags., 13,8 cm x 20,8 cm<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por:\u00a0 Rui Matos Outo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Voz dos Sinos, novo romance do jornalista Rui Matos, mescla fic\u00e7\u00e3o com veracidade e &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":37885,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51,59,14],"tags":[],"class_list":["post-37882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-destaque","category-mato-grosso"],"wps_subtitle":"Sem lan\u00e7amento f\u00edsico, o e-book das duas obras poder\u00e1 ser lido de forma gratuita pela plataforma Amazon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37882"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37887,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37882\/revisions\/37887"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}