{"id":39575,"date":"2021-06-08T10:17:09","date_gmt":"2021-06-08T14:17:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=39575"},"modified":"2021-06-08T10:17:09","modified_gmt":"2021-06-08T14:17:09","slug":"milho-parte-da-segunda-safra-de-sp-recebeu-um-terco-da-chuva-esperada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/milho-parte-da-segunda-safra-de-sp-recebeu-um-terco-da-chuva-esperada\/","title":{"rendered":"Milho: parte da segunda safra de SP recebeu um ter\u00e7o da chuva esperada"},"content":{"rendered":"<p>Em algumas regi\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo, entre janeiro e maio deste ano, choveu um ter\u00e7o do esperado. Dessa forma, assim como em outras unidades da federa\u00e7\u00e3o, a segunda safra de milho est\u00e1 sofrendo com d\u00e9ficit h\u00eddrico.<\/p>\n<p>Em Votuporanga, por exemplo, eram esperados cerca de 640 mil\u00edmetros e foram registrados apenas 280 mil\u00edmetros nos primeiros cinco meses deste ano, conforme os registros do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iac.sp.gov.br\/\"><strong>Instituto Agron\u00f4mico (IAC)<\/strong><\/a>, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De acordo com Angelica Prela Pantano, pesquisadora do IAC, as lavouras implantadas mais cedo j\u00e1 t\u00eam n\u00edtido comprometimento do potencial produtivo, sendo poss\u00edvel observar o baixo desenvolvimento vegetativo no campo.<\/p>\n<p>\u201cAs mais tardias, que poderiam se beneficiar das chuvas vindouras, esperadas no final de maio, tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7am a sentir, pois a chuva aguardada n\u00e3o veio em volume suficiente para suprir as necessidades da cultura em algumas regi\u00f5es de cultivo\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a maioria das lavouras foi semeada a partir de meados de fevereiro at\u00e9 a segunda quinzena de mar\u00e7o de 2021. No momento do plantio, a umidade do solo era adequada. Mas, no in\u00edcio de abril as chuvas j\u00e1 foram mais escassas e a defici\u00eancia h\u00eddrica acentuou ainda mais em maio, quando houve muitos dias sem chuvas. Em Assis e Pedrinhas Paulista, por exemplo, praticamente n\u00e3o choveu em abril.<\/p>\n<p>\u201cDecorridos 60 a 90 dias, a maioria das lavouras est\u00e1 no est\u00e1dio de florescimento e enchimento de gr\u00e3os, que s\u00e3o fases cr\u00edticas para o desenvolvimento de plantas e a defini\u00e7\u00e3o da produtividade\u201d, afirma o pesquisador do Instituto Agron\u00f4mico (IAC), Aildson Pereira Duarte.<\/p>\n<p>Algumas localidades paulistas tiveram volumes pluviom\u00e9tricos considerados satisfat\u00f3rios nos primeiros meses do ano, situa\u00e7\u00e3o que ficou diferente a partir de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cO longo per\u00edodo de d\u00e9ficit h\u00eddrico, que come\u00e7ou j\u00e1 em fevereiro e vem se estendendo at\u00e9 maio, prejudica o desenvolvimento da cultura e compromete a produtividade do milho safrinha, que pode cair na maioria dos estados produtores\u201d, diz Ang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Segundo Duarte, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave nas regi\u00f5es norte e noroeste do estado, onde as temperaturas s\u00e3o mais elevadas, ultrapassando 30 \u00baC, aumentando a demanda de \u00e1gua pelas plantas. L\u00e1, n\u00e3o ocorrem chuvas desde o terceiro dec\u00eandio de mar\u00e7o, quando eram esperados 130 a 150 mil\u00edmetros de chuva.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em Gua\u00edra, Pindorama e outras poucas localidades choveu 20 a 30 mil\u00edmetros, no per\u00edodo de 16 a 18 de abril, amenizando um pouco o estresse h\u00eddrico das plantas.<\/p>\n<p>\u201cEm algumas lavouras e dependendo do h\u00edbrido, houve comprometimento da poliniza\u00e7\u00e3o pela falta de p\u00f3len para fertilizar as anteras receptivas da espiga, ou \u201ccabelo\u201d do milho. Mesmo quando houve poliniza\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 que os gr\u00e3os da ponta da espiga fiquem chochos e os demais com peso reduzido\u201d, adianta Duarte.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o do M\u00e9dio Vale do Paranapanema, na divisa com o Paran\u00e1, onde est\u00e1 concentrada a maior \u00e1rea de milho safrinha de S\u00e3o Paulo, as temperaturas foram mais amenas, em m\u00e9dia de 22 \u00baC a 25 \u00baC.<\/p>\n<p>Segundo Aildson e Angelica, o desenvolvimento da cultura \u00e9 satisfat\u00f3rio apenas no Alto Paranapanema, regi\u00e3o de Cap\u00e3o Bonito, por exemplo, onde predominam temperaturas m\u00e9dias, entre 18 e 23oC, e ocorreram chuvas mais volumosas em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cAssim, na maioria das lavouras, observamos sintomas de defici\u00eancia h\u00eddrica desde o est\u00e1dio vegetativo, como a perda de turgidez e\/ou enrolamento das folhas e a seca das folhas inferiores\u201d, explica Duarte.<\/p>\n<p>As chuvas ocorridas no M\u00e9dio Paranapanema, na divisa dos estados de S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, nos dias 30 e 31 de maio, aliviaram a situa\u00e7\u00e3o especificamente naquela regi\u00e3o. Os volumes totais variaram de 50 a 80 mil\u00edmetros. Mas, de acordo com as ag\u00eancias de previs\u00e3o do tempo, as chuvas n\u00e3o devem ser volumosas nos meses de junho a agosto.<\/p>\n<p>\u201cIsso pode agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o de cultivo do milho safrinha na regi\u00e3o norte\/noroeste do estado de S\u00e3o Paulo, comprometendo parte da safra 2021\u201d, alerta a pesquisadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0 Canal Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em algumas regi\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo, entre janeiro e maio deste ano, choveu &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":39576,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-39575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro_cfnews"],"wps_subtitle":"Segundo pesquisador do IAC, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave nas regi\u00f5es norte e noroeste do estado, onde as temperaturas s\u00e3o mais elevadas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39575"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39577,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39575\/revisions\/39577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}