{"id":47501,"date":"2021-10-07T16:22:21","date_gmt":"2021-10-07T20:22:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=47501"},"modified":"2021-10-07T16:22:21","modified_gmt":"2021-10-07T20:22:21","slug":"al-realiza-vi-simposio-sobre-dislexia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/2021\/10\/07\/al-realiza-vi-simposio-sobre-dislexia\/","title":{"rendered":"AL realiza VI Simp\u00f3sio sobre dislexia"},"content":{"rendered":"<p>Para manter a educa\u00e7\u00e3o inclusiva em constante debate, a Assembleia Legislativa iniciou hoje (7) o VI Simp\u00f3sio sobre a Dislexia Mato Grosso. O tema deste ano \u00e9 \u201cDislexia em diferentes perspectivas.&#8221; O evento ser\u00e1 aberto oficialmente \u00e0s 19 horas, desta quinta-feira (7), no Plen\u00e1rio das Delibera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas antes disso, foi realizado um f\u00f3rum para debater a \u201cDislexia e as Pol\u00edticas P\u00fablicas\u201d, mediado por Edinaldo Gomes de Sousa. De acordo com Sousa, em todo o Mato Grosso h\u00e1 entre 17 mil a 30 mil pessoas com dislexia. \u201cA maior dificuldade \u00e9 identificar o problema, muitos s\u00e3o disl\u00e9xicos e n\u00e3o sabem\u201d, disse.<\/p>\n<p>A abertura do evento contou com a presen\u00e7a do deputado estadual e organizador Wilson Santos (PSDB), de forma presencial, e on-line participaram a deputada federal Rejane Dias (PT\/PI); o deputado federal Diego Garcia (Podemos\/PR), e o deputado estadual Paulo C\u00e2mara (PSDB\/BA).<\/p>\n<p>Durante o debate Edinaldo Sousa questionou os parlamentares sobre o papel do poder p\u00fablico em minimizar o problema da dislexia em todo o pa\u00eds. Segundo ele, \u00e9 um problema que \u00e9 desconhecido pela sociedade e pelas autoridades. O deputado Wilson Santos disse que esse tema j\u00e1 vem sendo discutido pelo Parlamento mato-grossense desde 2015.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o deixamos um minuto de trabalhar para formatar pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de mitigar o sofrimento, as discrimina\u00e7\u00f5es e as exclus\u00f5es que muitos brasileiros sofrem com a dislexia. No Brasil, h\u00e1 dados que demonstram que entre 4% a 8% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 disl\u00e9xica. Isso em uma popula\u00e7\u00e3o de 215 milh\u00f5es, o que representa de 8 a 16 milh\u00f5es de pessoas disl\u00e9xicas. \u00a0Mas a grande maioria n\u00e3o sabe\u201d, afirmou o parlamentar.<\/p>\n<p>De acordo com Santos, o Estado n\u00e3o foi preparado e os profissionais da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o receberam forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (bacharel ou licenciatura em pedagogia) para tratar desse assunto. \u201c\u00c9 um mundo novo, onde o Estado n\u00e3o preparou as escolas e os profissionais para fazerem o acolhimento correto e devido ao disl\u00e9xico. \u00c9 um conjunto de neglig\u00eancia que acaba proporcionando a evas\u00e3o escolar e a baixa aprendizagem, gerando cidad\u00e3os discriminados e com baixa autoestima\u201d, explicou Santos.<\/p>\n<p>A deputada Rejane Dias disse que em todo o pa\u00eds \u00e9 preciso debater pol\u00edticas p\u00fablicas de inclus\u00e3o \u00e0s pessoas com dislexias. Ela \u00e9 presidente da Comiss\u00e3o dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados. \u201cSinto que \u00e9 muito vago a participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, porque quem sente os problemas \u00e9 quem tem os filhos com esse tipo de transtorno. Estes podem nos ajudar na formata\u00e7\u00e3o de leis aos disl\u00e9xicos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Representando a Bahia, o deputado Paulo C\u00e2mara afirmou que \u00a0o tema precisa sair do papel e come\u00e7ar a ser executados pelo poder p\u00fablico em todas as esferas da federa\u00e7\u00e3o brasileira. Para ele, \u00e9 preciso que se fa\u00e7a o diagn\u00f3stico precoce do dist\u00farbio. \u201c\u00c9 preciso trabalhar nas tr\u00eas esferas e, com isso, provocar os poderes executivos com leis propositivas e com or\u00e7amentos adequados para capacitar os professores, al\u00e9m de promover o engajamento com as associa\u00e7\u00f5es que tratam do assunto\u201d, disse.<\/p>\n<p>O deputado federal Diego Garcia afirmou que o desconhecimento do diagn\u00f3stico precoce e o tratamento s\u00e3o graves no pa\u00eds. Segundo ele, o tema precisa ser debatido de forma constante. \u201cA informa\u00e7\u00e3o sobre a dislexia precisa chegar a todas as pessoas. Na C\u00e2mara Federal, segundo ele, esse tema est\u00e1 sendo discutido em quatro comiss\u00f5es permanentes da Casa de Leis&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 ser\u00e3o realizadas quatro audi\u00eancias p\u00fablicas, s\u00f3 falta marcar as datas. Al\u00e9m disso, uma outra a\u00e7\u00e3o que fizemos foi pedir ao presidente da C\u00e2mara Federal e do Senado, a ilumina\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional com a cor vermelho nos dias 30 e 31 de outubro. \u00c9 preciso dar voz \u00e0s fam\u00edlias que t\u00eam pessoas com dislexias\u201d, disse Garcia.<\/p>\n<p>De acordo com o parlamentar, \u201ca cor vermelha foi inspirada na caneta de cor vermelha, conhecida dos disl\u00e9xicos ao longo da educa\u00e7\u00e3o. Ela foi usada para destacar os erros. Por isso, os grupos de dislexia escolheram o vermelho para retomar o seu significado e promover anualmente a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o assunto de uma forma divertida e positiva\u201d, explicou Garcia.<\/p>\n<p>O mediador do debate, Edinaldo Sousa, explicou que um dos maiores gargalos da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 a evas\u00e3o escolar e que a dislexia tem contribu\u00eddo de forma significativa para que isso ocorra de forma constante em fun\u00e7\u00e3o de as escolas n\u00e3o estarem preparadas para identificar os sinais e lidar com as especificidades em sala de aula. O deputado Diego Garcia disse que \u201cisso \u00e9 bastante recorrente na vida escolar do disl\u00e9xico\u201d. \u00a0Mas, segundo ele, \u00e9 poss\u00edvel mudar essa realidade com a ado\u00e7\u00e3o de medidas como a acompanhamento integral dos educandos com dislexias. Ele disse que h\u00e1, no Senado Federal, um projeto de lei n\u00ba 3517\/2019 que trata desse assunto. A proposta compreende a identifica\u00e7\u00e3o precoce do transtorno, o encaminhamento do educando para o diagn\u00f3stico, o apoio educacional na rede de ensino e o apoio terap\u00eautico especializado na rede de sa\u00fade\u201d, disse Garcia.<\/p>\n<p>O deputado Wilson Santos disse que para inibir a evas\u00e3o escolar \u00e9 preciso aplicar o controle do aluno infrequente nas escolas, a medida proposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB-1996), a ficha de comunica\u00e7\u00e3o infrequente do aluno. Por meio dessa ficha \u00e9 poss\u00edvel combater a evas\u00e3o escolar. Segundo ele, a primeira experi\u00eancia aconteceu no Rio Grande do Sul. Nas a\u00e7\u00f5es \u00e9 preciso envolver o Minist\u00e9rio P\u00fablico, as escolas e o conselho estadual de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados s\u00e3o muito bons no Rio Grande do Sul; chegam a mais de 80% de redu\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o escolar aplicando a ficha de comunica\u00e7\u00e3o de aluno infrequente. Aqui em Mato Grosso, essa experi\u00eancia foi ampliada. Al\u00e9m da ficha que comunica o aluno infrequente, ela informa tamb\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o do aluno indisciplinado e infrator. Isso deu bom resultado\u201d, explicou Santos.<\/p>\n<p>Sobre os projetos apresentados, Santos disse que em Mato Grosso j\u00e1 foram aprovadas seis leis. Entre elas est\u00e1 a Lei n\u00ba 10623\/2017 que institui, no \u00e2mbito das redes estaduais de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o da aprendizagem, com a finalidade de contribuir com a promo\u00e7\u00e3o da aprendizagem dos alunos da rede estadual de educa\u00e7\u00e3o por meio de identifica\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico, tratamento e acompanhamento de alunos com dist\u00farbio de aprendizagem e d\u00e9ficits auditivo e visual.<\/p>\n<p>A outra lei \u00e9 a que institui nos concursos p\u00fablicos e vestibulares realizados pelo governo do estado o atendimento especializado para as pessoas com dislexias. \u201cNo caso de Mato Grosso, quem tem esse problema conta com uma hora a mais nos concursos e vestibulares. Se o exame de conhecimento \u00e9 de quatro horas, o disl\u00e9xico tem cinco horas para realizar a prova\u201d<\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 tarde, entre \u00e0s 14h e 15h, \u00e9 a vez do debate \u201cDislexia e as pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o inclusiva\u201d, que reunir\u00e1 a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Dislexia, a fonoaudi\u00f3loga Maria \u00c2ngela Nico, a presidente da Associa\u00e7\u00e3o da Dislexia de Buenos Aires (Argentina), Let\u00edcia Altuna, a professora do Departamento de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), Helena Serra, e tamb\u00e9m V\u00e2nia Pav\u00e3o, professora do curso de gradua\u00e7\u00e3o em fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>As atividades do VI Simp\u00f3sio &#8211; que acontece hoje e amanh\u00e3 (8) &#8211; foram divididas em seis temas: 1-Como construir um plano de aula inclusivo, 2-educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica: \u00e9 poss\u00edvel a aprendizagem socioemocional e estimula\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas, 3-tert\u00falias liter\u00e1rias e a dislexia, 4-a import\u00e2ncia do treinamento auditivo para as pessoas com dislexia, 5-identificando crian\u00e7as com sinais de risco de dislexia e 6-as dificuldades e dislexia: equipe interdisciplinar e a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Para os dois dias do VI Simp\u00f3sio foram convidados nove palestrantes. Entre eles, o m\u00e9dico neuropediatra e pesquisador, Rubens Wajnsztejn. Ele \u00e9 especialista em neurologia infantil, mestre em dist\u00farbios da comunica\u00e7\u00e3o humana e doutor em ci\u00eancias da sa\u00fade. Wajnsztejn \u00e9 coordenador de resid\u00eancia m\u00e9dica em neurologia infantil da Faculdade de Medicina do ABC, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3 (8), o VI Semin\u00e1rio da Dislexia abordar\u00e1 a \u201cDislexia e as Pol\u00edticas P\u00fablicas em Mato Grosso\u201d, que ser\u00e1 mediado pelo deputado Wilson Santos. O evento contar\u00e1 ainda com a participa\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio de Estado de Educa\u00e7\u00e3o, Alan Porto, do secret\u00e1rio de Sa\u00fade, Gilberto Figueiredo, e assistente social Rosamaria de Carvalho.<\/p>\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es para o VI Simp\u00f3sio ser\u00e3o recebidas at\u00e9 o 8 de outubro. J\u00e1 as inscri\u00e7\u00f5es para os minicursos poder\u00e3o ser feitas at\u00e9 o dia 18 deste m\u00eas. Para isso, basta acessar o link https:\/\/www.al.mt.gov.br\/institucional\/evento\/ e preencher os dados necess\u00e1rios.\u00a0Vale lembrar que os minicursos ser\u00e3o ministrados por meio de plataforma EAD (Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 Dist\u00e2ncia) da Escola do Legislativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Foto: Ronaldo Mazza\u00a0 \u00a0|\u00a0 \u00a0\u00a0<\/i>Fonte:\u00a0 \u00a0ALMT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para manter a educa\u00e7\u00e3o inclusiva em constante debate, a Assembleia Legislativa iniciou hoje (7) o &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":47502,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,59,76],"tags":[],"class_list":["post-47501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cf-news","category-destaque","category-missoes"],"wps_subtitle":"\u00c0 tarde, entre \u00e0s 14h e 15h, \u00e9 a vez do debate \u201cDislexia e as pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o inclusiva\u201d","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47501"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47503,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47501\/revisions\/47503"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}