{"id":59697,"date":"2022-06-15T10:33:12","date_gmt":"2022-06-15T14:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=59697"},"modified":"2022-06-15T10:33:12","modified_gmt":"2022-06-15T14:33:12","slug":"setor-da-construcao-empregou-2-milhoes-de-pessoas-em-2020-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/setor-da-construcao-empregou-2-milhoes-de-pessoas-em-2020-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Setor da constru\u00e7\u00e3o empregou 2 milh\u00f5es de pessoas em 2020, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<div id=\"infocoweb_corpo\" class=\"infocoweb_corpo\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Em sua trig\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o, divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a Pesquisa Anual da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Paic) revela que, em 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronav\u00edrus, o setor da constru\u00e7\u00e3o envolveu um total de 131,8 mil empresas ativas que empregaram 2 milh\u00f5es de pessoas, \u00e0s quais foram pagos R$ 58,7 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios, retiradas e outras remunera\u00e7\u00f5es.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1465836&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1465836&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Foram gerados R$ 325,1 bilh\u00f5es em valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o, naquele ano. A sondagem indica que os resultados do valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o somaram R$ 147,3 bilh\u00f5es para o segmento de Constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios; R$ 106,4 bilh\u00f5es para Obras de infraestrutura; e R$ 71,4 bilh\u00f5es para Servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com os dados apurados pelo IBGE, houve mudan\u00e7a estrutural no setor da constru\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos dez anos: o segmento de maior participa\u00e7\u00e3o em valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o no ano de 2011, que foi o de obras de infraestrutura, que caiu de 41,7% para 32,7% do total, em 2020. Em contrapartida, o segmento de constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios teve a participa\u00e7\u00e3o ampliada de 39,9% para 45,3%, no per\u00edodo. Da mesma forma, o segmento de servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o aumentou sua participa\u00e7\u00e3o de 18,5% para 22,0%, de 2011 para 2020. Na d\u00e9cada pesquisada, o setor formal da constru\u00e7\u00e3o passou a se caracterizar por empresas de menor porte e pagando sal\u00e1rios mais baixos.<\/p>\n<p>No primeiro ano da pandemia do novo coronav\u00edrus, o valor adicionado bruto da constru\u00e7\u00e3o sofreu queda de 6,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, segundo o Sistema de Contas Nacionais (SCN), do IBGE. Tamb\u00e9m em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) caiu, em volume, 0,9%, em decorr\u00eancia dos impactos produzidos pela pandemia na economia como um todo. Da mesma forma, a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial de insumos t\u00edpicos da constru\u00e7\u00e3o civil enfrentou retra\u00e7\u00e3o de 0,2%, em 2020, sendo a queda mais acentuada nos primeiros meses daquele ano, revela o SCN.<\/p>\n<h2>Setor privado<\/h2>\n<p>A Paic mostra que, em 2020, o setor privado teve sua maior participa\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada, respondendo por 70,2% do valor de obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o, contra 61,5%, em 2011. Segundo o IBGE, o aumento foi influenciado, principalmente, pelo segmento de constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e dos servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o, nos quais a participa\u00e7\u00e3o do setor privado atingiu 82% e 79,4%, respectivamente, em 2020, contra 75,6% e 78%, em 2011.<\/p>\n<p>J\u00e1 no segmento de obras de infraestrutura, que tem no setor p\u00fablico seu principal contratante historicamente, o valor de obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o foi dividido com a esfera privada. Com isso, a participa\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico sofreu retra\u00e7\u00e3o de 7,9 pontos percentuais em dez anos, caindo de 57,9%, em 2011, para 50%, em 2020, enquanto o setor privado ampliou sua fatia de 42,1% para 50%. Ainda de acordo com a PAIC, a participa\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico como demandante de obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o caiu 8,7 pontos percentuais (p.p.) no per\u00edodo de 2011 a 2020.<\/p>\n<p>O grupo das oito maiores empresas da constru\u00e7\u00e3o reduziu o valor, caindo de 11% do total do setor, em 2011, para 4,8%, em 2020, queda de 6,2 pontos percentuais. Por segmentos, houve queda no valor das empresas de constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, de 8,7% para 7% na d\u00e9cada, e no segmento de obras de infraestrutura, de 25,3%, em 2011, para 10% em 2020 (queda de 15,3 p.p.). No sentido contr\u00e1rio, o segmento de servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o apresentou expans\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o, subindo de 4,7%, em 2011, para 7,2%, em 2020.<\/p>\n<h2>Emprego<\/h2>\n<p>A Paic 2020 evidencia redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas ocupadas de 2,7 milh\u00f5es, em 2011, para 2 milh\u00f5es, em 2020. Isso significou perda de 680,7 mil empregos. Embora essa queda tenha ocorrido nos tr\u00eas segmentos da constru\u00e7\u00e3o, o destaque foi para a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, que respondeu por 46,1% da retra\u00e7\u00e3o registrada. Em ternos de distribui\u00e7\u00e3o do pessoal empregado, a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios se manteve como o principal segmento empregador, com 35,3% de participa\u00e7\u00e3o em 2020, seguido por servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o, com 33%, e obras de infraestrutura, com 31,8%.<\/p>\n<p>O levantamento do IBGE registra que, entre 2019 e 2020, o volume de emprego na ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o aumentou em 71,8 mil pessoas. O segmento que mais contribuiu para esse resultado foi o de obras de infraestrutura, que empregou 61,6 mil pessoas a mais no per\u00edodo, seguido por constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, com mais 32,7 mil pessoas. Por outro lado, o segmento de servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o mostrou queda de 22,5 mil pessoas nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do emprego formal, a pesquisa constatou que os impactos da pandemia do novo coronav\u00edrus n\u00e3o puderam configurar um resultado negativo para o setor da constru\u00e7\u00e3o em 2020, frente o ano anterior. O segmento de obras de infraestrutura, em especial, j\u00e1 vinha retomando o ritmo das atividades e n\u00e3o enfrentou graves problemas de abastecimento em termos de materiais para constru\u00e7\u00e3o no primeiro ano da pandemia. Soma-se a isso o porte maior das empresas, que teria representado \u201cmaior estabilidade dos v\u00ednculos formais de trabalho em 2020 relativamente a 2019\u201d. A pesquisa destacou ainda que os v\u00e1rios decretos federais, estaduais e municipais inclu\u00edram a constru\u00e7\u00e3o no rol de atividades essenciais, o que permitiu a continuidade das obras durante a pandemia.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que, em 2020, comparativamente a 2019, houve incremento de 3,8% no n\u00famero de pessoas ocupadas. J\u00e1 os sal\u00e1rios, retiradas e outras remunera\u00e7\u00f5es pagas foram ampliadas em apenas 0,2%, o que sinaliza uma estabilidade real. Isso quer dizer que mesmo em um ano de pandemia da covid-19, o setor da constru\u00e7\u00e3o demonstrou relativa estabilidade no montante de sal\u00e1rios, retiradas e outras remunera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Custos e despesas<\/h2>\n<p>Considerando o n\u00famero total de pessoas ocupadas dividido pelo n\u00famero de empresas, notou-se queda na ocupa\u00e7\u00e3o de 28 para 15 pessoas, entre 2011 e 2020. Essa tend\u00eancia foi observada nos tr\u00eas segmentos, destacando obras de infraestrutura, que ocupava 98 pessoas, em m\u00e9dia, em 2011, e passou a ocupar 45, em 2020. Tamb\u00e9m a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, medida em sal\u00e1rio-m\u00ednimo (s.m.), teve redu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dez anos, passando de 2,6 s.m. para 2,2 s.m.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos custos e despesas da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, verificou-se que os gastos com pessoal continuaram liderando, com crescimento de 46,4%, em 2011, para 49,3%, em 2020, enquanto consumo de materiais caiu de 37,9% para 35,9%; e obras e servi\u00e7os contratados a terceiros reduziram de 15,6% para 14,8%.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o da \u00faltima d\u00e9cada, obras residenciais continuaram sendo o principal produto da constru\u00e7\u00e3o, com 24,9% de participa\u00e7\u00e3o no total, expans\u00e3o de 2,7 p.p. em dez anos. Em segundo lugar, aparecem servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o, com mais 3 p.p. de participa\u00e7\u00e3o. O maior aumento no per\u00edodo entre 2011 e 2020 coube ao grupo de obras de infraestrutura para energia el\u00e9trica, telecomunica\u00e7\u00f5es, \u00e1gua, esgoto e transporte por dutos, que subiu de uma participa\u00e7\u00e3o de 11,5%, em 2011, para 14,7%, em 2020. O IBGE destacou que na rela\u00e7\u00e3o entre 2019 e 2020, esse grupo experimentou queda de 0,5 ponto percentual. A maior redu\u00e7\u00e3o, entretanto, foi observada no grupo de edifica\u00e7\u00f5es industriais, comerciais e outras edifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o residenciais, que passaram de 14,9% para 10,6%.<\/p>\n<h2>Por regi\u00f5es<\/h2>\n<p>A an\u00e1lise por regi\u00f5es revela que n\u00e3o houve grandes mudan\u00e7as tanto em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de pessoas ocupadas como ao valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o para empresas com 5 ou mais pessoas. Nas duas vari\u00e1veis, o Sudeste foi o destaque. Em termos de emprego, a regi\u00e3o elevou sua participa\u00e7\u00e3o de 47,6% para 49,7% do pessoal ocupado. Apesar da queda de 51,9% para 48,5% nos \u00faltimos dez anos no valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras ou servi\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o, o Sudeste brasileiro permaneceu na lideran\u00e7a do\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com a Paic 2020, a Regi\u00e3o Sul apresenta tend\u00eancia de crescimento nos \u00faltimos dez anos, elevando participa\u00e7\u00e3o tanto no valor de incorpora\u00e7\u00f5es, obras e servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o, como em pessoal ocupado. O Nordeste, em contrapartida, foi a regi\u00e3o que mais perdeu em participa\u00e7\u00e3o, no referente a pessoal ocupado, na d\u00e9cada (de 24% para 19,2%).<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"alt-font font-italic my-2 small text-info\">Edi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"infocoweb_rodape\" class=\"infocoweb_rodape\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-06\/setor-da-construcao-empregou-2-milhoes-de-pessoas-em-2020-diz-ibge#73\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EBC Economia<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua trig\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o, divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":59698,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52,59],"tags":[],"class_list":["post-59697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-destaque"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59697"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59699,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59697\/revisions\/59699"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59698"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}