{"id":75793,"date":"2023-12-15T12:02:20","date_gmt":"2023-12-15T16:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=75793"},"modified":"2023-12-15T12:02:20","modified_gmt":"2023-12-15T16:02:20","slug":"capitais-perdem-espaco-e-economia-fica-menos-concentrada-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/2023\/12\/15\/capitais-perdem-espaco-e-economia-fica-menos-concentrada-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Capitais perdem espa\u00e7o e economia fica menos concentrada, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, a economia brasileira tem se mostrado menos concentrada, com grandes cidades perdendo import\u00e2ncia no Produto Interno Bruto (PIB, todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). Essa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 revelada pelo estudo PIB dos Munic\u00edpios, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1572490&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1572490&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O levantamento mostra que, em 2002, apenas quatro cidades \u2013 S\u00e3o Paulo (12,7%), Rio de Janeiro (6,3%), Bras\u00edlia (3,6%) e Belo Horizonte (1,6%) \u2013 representavam cerca de um quarto do PIB nacional. J\u00e1 em 2021, 11 cidades formavam esse grupo, correspondente a aproximadamente 25% da economia.<\/p>\n<p>Em 2021, al\u00e9m de S\u00e3o Paulo (9,2%), Rio de Janeiro (4%), Bras\u00edlia (3,2%) e Belo Horizonte (1,2%), entraram na lista Manaus (1,1%), Curitiba (1,1%), Osasco (SP) (1%), Maric\u00e1(RJ) (1%), Porto Alegre (0,9%), Guarulhos (SP) (0,9%) e Fortaleza (0,8%).<\/p>\n<p>Em 2002, era preciso somar as riquezas de 48 cidades para se alcan\u00e7ar 50% do PIB. Em 2021, esse n\u00famero saltou para 87, mostrando um pa\u00eds menos concentrado.<\/p>\n<p>No outro extremo 1.383 munic\u00edpios correspondiam a cerca de 1% do PIB nacional, em 2002. Em 2021, esse n\u00famero caiu para 1.306, ou seja, a base da pir\u00e2mide ficou mais estreita, menos desigual.<\/p>\n<h2>Capitais<\/h2>\n<p>Outra forma de acompanhar a desconcentra\u00e7\u00e3o se d\u00e1 ao analisar o comportamento das capitais. Em 2002, elas eram 36,1% da economia. Em 2020, passaram a ser 29,7%, e em 2021, 27,6%, o menor \u00edndice desde que come\u00e7ou a pesquisa, em 2002.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, a desconcentra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia acentuada em 2020. As capitais concentram grande parte das atividades de servi\u00e7os presenciais que sofreram medidas restritivas de isolamento durante a pandemia da covid-19.<\/p>\n<p>Enquanto S\u00e3o Paulo \u00e9 a capital mais rica, a tocantinense Palmas fecha a lista, com apenas 0,1% de participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional.<\/p>\n<p>Um detalhe revelado \u00e9 que no Par\u00e1, Esp\u00edrito Santo e Florian\u00f3polis, a respectiva capital n\u00e3o \u00e9 a cidade mais rica do estado. No Par\u00e1, Parauapebas apareceu \u00e0 frente com participa\u00e7\u00e3o de 18,9%; Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s ocupou a segunda posi\u00e7\u00e3o, com 13,3%; e Bel\u00e9m, ocupou somente a terceira posi\u00e7\u00e3o com 12,7% do PIB estadual.<\/p>\n<p>No Esp\u00edrito Santo, o munic\u00edpio de Serra ocupou a primeira posi\u00e7\u00e3o com participa\u00e7\u00e3o de 20%; e Vit\u00f3ria, a segunda, com 16,9%. Em Santa Catarina, Florian\u00f3polis apareceu na terceira posi\u00e7\u00e3o, representando 5,5% do estado, atr\u00e1s de Itaja\u00ed (11,1%) e de Joinville (10,5%).<\/p>\n<h2>Evolu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Dentre os 5.570 munic\u00edpios brasileiros, S\u00e3o Paulo, com menos 3,5 pontos percentuais (p.p.), e Rio de Janeiro com menos 2,3 p.p., foram as cidades que mais perderam participa\u00e7\u00e3o no PIB entre 2002 e 2021. No caso paulista, a influ\u00eancia se deu, principalmente, pela redu\u00e7\u00e3o relativa de atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados. No caso fluminense, a queda aconteceu, sobretudo, em raz\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o de atividades imobili\u00e1rias e servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, o maior ganho de participa\u00e7\u00e3o no PIB nesse per\u00edodo ocorreu em Maric\u00e1, no litoral norte do Rio de Janeiro. Houve aumento de 0,9 p.p., devido \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>O segundo maior ganho foi de Parauapebas (0,5 p.p.), no Par\u00e1, impulsionado pela expans\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<h2>PIB per capita<\/h2>\n<p>O IBGE analisou o PIB per capita dos munic\u00edpios brasileiros, ou seja, o total da riqueza da cidade dividido pelo n\u00famero de habitantes.<\/p>\n<p>O ranking \u00e9 liderado por Catas Altas, cidade mineira que fica a cerca de 60 quil\u00f4metros de Belo Horizonte. Com pouco mais de 5 mil habitantes, o munic\u00edpio tem renda per capita de R$ 920.833,97. A atividade econ\u00f4mica que infla o PIB catas-altense \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 o motor que impulsiona tamb\u00e9m os PIB per capita de Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s (PA), segunda no ranking, e de outras tr\u00eas localidades mineiras, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo (3\u00ba), Itatiaiu\u00e7u (4\u00ba) e Concei\u00e7\u00e3o (6\u00ba).<\/p>\n<p>Presidente Kennedy, no Esp\u00edrito Santo, e Maric\u00e1 e Saquarema, no Rio de Janeiro, ocupavam a quinta, s\u00e9tima e oitava posi\u00e7\u00f5es, respectivamente, devido \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>No Maranh\u00e3o, tr\u00eas munic\u00edpios tinham os menores PIB per capita em 2021: Santana do Maranh\u00e3o (R$ 5,4 mil), Primeira Cruz (R$ 5,7 mil) e Mat\u00f5es do Norte (R$ 5,7 mil).<\/p>\n<p>O IBGE aponta desigualdades regionais no PIB per capita. Enquanto a m\u00e9dia nacional era de R$ 42,2 mil, o Nordeste tinha R$ 21,5 mil, seguido pelo Norte, com R$ 29,8 mil. As demais regi\u00f5es estavam acima da m\u00e9dia, com destaque para o Centro-Oeste, com R$ 55,7 mil. O Sul figurava com R$ 51,3 mil; e o Sudeste, R$ 52,5 mil.<\/p>\n<p>Entre as capitais, o ranking \u00e9 liderado por Bras\u00edlia, Vit\u00f3ria e S\u00e3o Paulo. J\u00e1 as \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es ficam com Bel\u00e9m e Salvador, que fecha a lista.<\/p>\n<p>Os maiores valores do PIB per capita pertencem aos grandes centros urbanos do Centro-Sul e em regi\u00f5es em que ocorre a combina\u00e7\u00e3o de atividade agropecu\u00e1ria significativa e pequena popula\u00e7\u00e3o, como a borda sul da Amaz\u00f4nia Legal, regi\u00e3o central de Mato Grosso, sul de Goi\u00e1s, leste de Mato Grosso do Sul, oeste baiano e no alto curso do Rio Parna\u00edba.<\/p>\n<h2>Atividades<\/h2>\n<p>O levantamento apresenta tamb\u00e9m um perfil dos munic\u00edpios concentrados por atividade econ\u00f4mica. No setor de servi\u00e7os \u2013 excluindo administra\u00e7\u00e3o, defesa, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablicas e seguridade social \u2013 cinco cidades somavam quase um quarto do total dessa atividade no Brasil, em 2021: S\u00e3o Paulo, com 14,1%; Rio de Janeiro, com 4,5%; Bras\u00edlia, com 3,3%; Belo Horizonte, com 1,6%; e Osasco, com 1,5%.<\/p>\n<p>O analista de Contas Regionais do IBGE Luiz Antonio de S\u00e1 explica que a presen\u00e7a de Osasco na lista, superando outras capitais, \u00e9 devido \u00e0 \u201crelev\u00e2ncia de suas atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados, j\u00e1 que um dos maiores bancos do pa\u00eds [Bradesco] tem sua sede l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 25% do PIB da agropecu\u00e1ria estava concentrado em 106 munic\u00edpios, em 2021. Deles, 57 estavam no Centro-Oeste, ancorados, principalmente, na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e algod\u00e3o herb\u00e1ceo. Os cinco maiores valores foram Sapezal (MT), Sorriso (MT), S\u00e3o Desid\u00e9rio (BA), Diamantino (MT) e Campo Novo do Parecis (MT), que, juntos, somavam 3,6% do valor adicionado bruto da agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>O n\u00famero de munic\u00edpios onde a agricultura era a atividade principal subiu de 1.049 para 1.272 de 2020 para 2021.<\/p>\n<h2>Maric\u00e1 x S\u00e3o Paulo<\/h2>\n<p>Pela primeira vez desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, em 2002, a cidade de S\u00e3o Paulo n\u00e3o foi campe\u00e3 de participa\u00e7\u00e3o na atividade industrial. O posto foi ocupado por Maric\u00e1, que concentrou 3,3% do PIB da ind\u00fastria em 2021. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo, na segunda posi\u00e7\u00e3o, com peso de 3,1%, teve destaque tamb\u00e9m o Rio de Janeiro, em terceiro (2,3%). Na quarta posi\u00e7\u00e3o aparece Parauapebas (2%), ligado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro. Manaus (1,9%) fecha as cinco primeiras posi\u00e7\u00f5es, impulsionada pelo polo industrial da Zona Franca.<\/p>\n<p id=\"infocoweb_fonte\" class=\"infocoweb_fonte\">Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-12\/capitais-perdem-espaco-e-economia-fica-menos-concentrada-aponta-ibge#034bdc61-1c67-4694-9fd0-1dd978613dab\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EBC Economia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, a economia brasileira tem se mostrado menos concentrada, com grandes &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":75794,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59,56],"tags":[],"class_list":["post-75793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-mundo"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75793"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75795,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75793\/revisions\/75795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}