{"id":85185,"date":"2024-10-01T10:27:07","date_gmt":"2024-10-01T14:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=85185"},"modified":"2024-10-01T10:27:07","modified_gmt":"2024-10-01T14:27:07","slug":"projeto-de-lei-propoe-tipificar-invasao-de-propriedades-como-crime-de-terrorismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/projeto-de-lei-propoe-tipificar-invasao-de-propriedades-como-crime-de-terrorismo\/","title":{"rendered":"Projeto de Lei prop\u00f5e tipificar invas\u00e3o de propriedades como crime de terrorismo"},"content":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4398\/23, que prop\u00f5e incluir a invas\u00e3o de propriedades privadas, conhecida juridicamente como esbulho possess\u00f3rio, entre os crimes de terrorismo no Brasil. A medida busca endurecer as puni\u00e7\u00f5es para quem toma posse de um bem de forma ilegal, impedindo seu leg\u00edtimo propriet\u00e1rio de usufruir da propriedade sem o devido direito ou autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, a Lei 13.260\/16 define terrorismo como a\u00e7\u00f5es motivadas por xenofobia, discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia ou religi\u00e3o, realizadas com o objetivo de provocar terror social ou generalizado. Essas a\u00e7\u00f5es devem colocar em risco a seguran\u00e7a p\u00fablica, o patrim\u00f4nio, a paz ou a integridade f\u00edsica das pessoas. O texto em vigor tamb\u00e9m considera atos terroristas o uso de explosivos, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, biol\u00f3gicas ou nucleares, entre outros meios capazes de causar destrui\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>A autora do projeto, deputada Caroline de Toni, justifica a proposta afirmando que movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), utilizam a justificativa da reforma agr\u00e1ria para cometer atos que, segundo ela, violam a lei de forma deliberada. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o atual \u00e9 insuficiente, pois as penas s\u00e3o brandas e a tipifica\u00e7\u00e3o do crime de invas\u00e3o \u00e9 muito restrita\u201d, argumenta a deputada.<\/p>\n<p>Se aprovado, o projeto modificar\u00e1 a legisla\u00e7\u00e3o vigente, ampliando a tipifica\u00e7\u00e3o de terrorismo para incluir a\u00e7\u00f5es de esbulho possess\u00f3rio. O texto ainda ser\u00e1 submetido \u00e0 Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ), onde ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo. Para que a proposta seja transformada em lei, \u00e9 necess\u00e1ria sua aprova\u00e7\u00e3o tanto pela C\u00e2mara quanto pelo Senado.<\/p>\n<p>O debate sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o mais severa de invas\u00f5es de terras acontece em um contexto de crescente tens\u00e3o no campo, especialmente em regi\u00f5es do pa\u00eds onde conflitos agr\u00e1rios s\u00e3o mais frequentes, como no oeste do Paran\u00e1 e em Mato Grosso do Sul. O PL 4398\/23 surge como uma resposta \u00e0 escalada de ocupa\u00e7\u00f5es e invas\u00f5es de propriedades rurais, intensificando a discuss\u00e3o sobre a reforma agr\u00e1ria e a prote\u00e7\u00e3o ao direito de propriedade.<\/p>\n<div id=\"attachment_285518\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-285518\" src=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Foto-Isan-4-300x232.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"335\" aria-describedby=\"caption-attachment-285518\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p id=\"caption-attachment-285518\" class=\"wp-caption-text\">Isan Rezende\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0imagem: assessoria<\/p>\n<\/div>\n<p>Para o presidente do Instituto do Agroneg\u00f3cio (IA), Isan Rezende, o Projeto \u00e9 uma resposta contundente \u00e0 crescente inseguran\u00e7a no campo. \u201cAo tipificar invas\u00f5es de propriedades como crime de terrorismo, estamos protegendo o direito constitucional \u00e0 propriedade privada e garantindo que o agroneg\u00f3cio brasileiro continue a prosperar sem o risco de invas\u00f5es ilegais,\u201d afirmou Isan.<\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"u78d8e7a4a7d51afd5e9e0b04523cb2fb-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">Portos do Paran\u00e1 prev\u00ea movimentar 3,647 milh\u00f5es de toneladas de soja no \u00faltimo trimestre<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Rezende tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia da medida para o desenvolvimento rural: \u201cEssa iniciativa traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica para os produtores rurais, que s\u00e3o respons\u00e1veis por alimentar o Brasil e o mundo. Com essa mudan\u00e7a, estamos fortalecendo o campo e dando um importante passo para a estabilidade e o crescimento do agroneg\u00f3cio no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de garantir a prote\u00e7\u00e3o das propriedades rurais, o projeto tamb\u00e9m refor\u00e7a o compromisso do Brasil com a seguran\u00e7a alimentar global. Ao coibir invas\u00f5es, estamos assegurando que os produtores possam trabalhar sem interrup\u00e7\u00f5es e continuar gerando empregos e riquezas para o pa\u00eds,\u201d acrescentou Isan Rezende. \u201cEssa \u00e9 uma medida que beneficia n\u00e3o s\u00f3 o setor agropecu\u00e1rio, mas toda a sociedade, pois um campo seguro e produtivo \u00e9 essencial para a economia e o abastecimento de alimentos\u201d, completou o presidente do IA.<\/p>\n<p id=\"infocoweb_fonte\" class=\"infocoweb_fonte\">Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/projeto-de-lei-propoe-tipificar-invasao-de-propriedades-como-crime-de-terrorismo\/#f7c41ff3-97e7-4124-8f9f-7c80a6f4e4a6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pensar Agro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4398\/23, que prop\u00f5e incluir a invas\u00e3o &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":85186,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-85185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro_cfnews"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85185"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85185\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85187,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85185\/revisions\/85187"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}