{"id":91790,"date":"2025-04-11T09:08:35","date_gmt":"2025-04-11T13:08:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=91790"},"modified":"2025-04-11T09:08:35","modified_gmt":"2025-04-11T13:08:35","slug":"algodao-volta-a-crescer-no-parana-e-reforca-lideranca-do-brasil-no-mercado-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/algodao-volta-a-crescer-no-parana-e-reforca-lideranca-do-brasil-no-mercado-mundial\/","title":{"rendered":"Algod\u00e3o volta a crescer no Paran\u00e1 e refor\u00e7a lideran\u00e7a do Brasil no mercado mundial"},"content":{"rendered":"<p>Depois de anos praticamente fora do mapa da cotonicultura, o Paran\u00e1 est\u00e1 voltando a produzir algod\u00e3o em pluma e reacendendo um ciclo que j\u00e1 foi s\u00edmbolo de for\u00e7a agr\u00edcola no Estado. Quem se lembra das d\u00e9cadas de 1980 e 1990 sabe: o Paran\u00e1 j\u00e1 foi o l\u00edder nacional na produ\u00e7\u00e3o da fibra. Mas com o passar do tempo, a infesta\u00e7\u00e3o do bicudo-do-algodoeiro, o avan\u00e7o da soja e dificuldades econ\u00f4micas acabaram derrubando a cultura.<\/p>\n<p>Agora, o cen\u00e1rio \u00e9 de esperan\u00e7a e retomada. A Associa\u00e7\u00e3o dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar) lan\u00e7ou um projeto para incentivar o plantio de algod\u00e3o e recuperar a import\u00e2ncia da pluma na regi\u00e3o. Para a safra 2024\/25, a \u00e1rea plantada no Estado deve chegar a 1,8 mil hectares, segundo estimativas da Conab. Pode parecer pouco, mas o plano \u00e9 ambicioso: a meta da Acopar \u00e9 atingir 60 mil hectares nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Entre os fatores que tornam essa retomada promissora est\u00e1 o menor custo de produ\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1, quando comparado a outras regi\u00f5es produtoras. O clima mais ameno em certas \u00e1reas, o uso mais eficiente de insumos e a proximidade com portos e centros industriais ajudam a melhorar a competitividade da pluma paranaense.<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"u92fd7fe307947ddb111c76fde34fc84b-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">Prorrogado at\u00e9 dia 15 o prazo para atualiza\u00e7\u00e3o cadastral do rebanho<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Outro ponto a favor \u00e9 o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. Com sementes mais resistentes, maquin\u00e1rio moderno e pr\u00e1ticas de manejo mais sustent\u00e1veis, os produtores t\u00eam hoje condi\u00e7\u00f5es muito melhores do que nas d\u00e9cadas passadas para lidar com pragas como o bicudo e obter bons rendimentos.<\/p>\n<p>Brasil na lideran\u00e7a mundial \u2013 O momento n\u00e3o poderia ser mais favor\u00e1vel. O Brasil \u00e9, desde 2024, o maior exportador de algod\u00e3o do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. O setor cresceu nos \u00faltimos anos com base em tr\u00eas pilares: tecnologia, qualidade e rentabilidade. A produ\u00e7\u00e3o brasileira de pluma aumentou pelo terceiro ano seguido em 2023 e segue firme em 2024.<\/p>\n<p>Na safra 2023\/24, o Brasil cultivou 1,9 milh\u00e3o de hectares de algod\u00e3o, com uma produ\u00e7\u00e3o estimada em 3,7 milh\u00f5es de toneladas de pluma. A produtividade m\u00e9dia ficou em 1,8 tonelada por hectare, e o principal destino da exporta\u00e7\u00e3o foi a China, um mercado exigente que reconhece a qualidade da fibra brasileira.<\/p>\n<p>Os principais estados produtores continuam sendo Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul, mas o avan\u00e7o do Paran\u00e1 mostra que o mapa do algod\u00e3o pode voltar a se expandir.<\/p>\n<p>Um pouco da hist\u00f3ria \u2013 O ciclo do algod\u00e3o no Brasil come\u00e7ou no s\u00e9culo 18, especialmente no Nordeste. Durante os s\u00e9culos XVIII e XIX, o pa\u00eds chegou a ser um dos maiores fornecedores do mundo. Mas nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, a cultura foi gravemente afetada pelo bicudo-do-algodoeiro, uma praga devastadora que levou muitos produtores a abandonarem o cultivo.<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"ua705680651eb94ed712157a930284a08-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">Brasil quebra recorde hist\u00f3rico: 100 milh\u00f5es de toneladas de soja exportadas<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Com o tempo, o setor se reorganizou, investiu pesado em pesquisa, controle biol\u00f3gico e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, e reconquistou espa\u00e7o no mercado internacional.<\/p>\n<p>A iniciativa da Acopar \u00e9 vista com entusiasmo por t\u00e9cnicos, agr\u00f4nomos e produtores. A retomada do algod\u00e3o no Paran\u00e1 representa n\u00e3o s\u00f3 diversifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas tamb\u00e9m mais op\u00e7\u00f5es de renda para o campo, gera\u00e7\u00e3o de empregos e incremento para a ind\u00fastria t\u00eaxtil regional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cotonicultura permite o uso racional da \u00e1rea agr\u00edcola, com sistemas de rota\u00e7\u00e3o de culturas que ajudam a preservar o solo e controlar pragas de forma natural.<\/p>\n<p>Para o produtor rural, o momento \u00e9 de olhar com aten\u00e7\u00e3o para o algod\u00e3o. Com planejamento, tecnologia e apoio t\u00e9cnico, a pluma pode voltar a brilhar nas lavouras do Paran\u00e1 \u2014 e com ela, toda uma cadeia produtiva pode se fortalecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/algodao-volta-a-crescer-no-parana-e-reforca-lideranca-do-brasil-no-mercado-mundial\/\">Pensar Agro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de anos praticamente fora do mapa da cotonicultura, o Paran\u00e1 est\u00e1 voltando a produzir &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":91791,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-91790","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro_cfnews"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91790"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91792,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91790\/revisions\/91792"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}