{"id":92355,"date":"2025-04-24T10:28:37","date_gmt":"2025-04-24T14:28:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=92355"},"modified":"2025-04-24T10:28:37","modified_gmt":"2025-04-24T14:28:37","slug":"as-vesperas-da-cop30-agronegocio-cobra-protagonismo-e-questiona-a-moratoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/as-vesperas-da-cop30-agronegocio-cobra-protagonismo-e-questiona-a-moratoria\/","title":{"rendered":"\u00c0s v\u00e9speras da COP30, agroneg\u00f3cio cobra protagonismo e questiona a \u201cMorat\u00f3ria\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"\" data-start=\"90\" data-end=\"453\">Com a COP30 se aproximando, o setor agropecu\u00e1rio brasileiro busca alinhar o discurso sobre sustentabilidade, enquanto cresce o impasse em torno da Morat\u00f3ria da Soja (<a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/presidente-do-instituto-do-agronegocio-critica-moratoria-e-defende-interesses-dos-produtores\/\"><strong>saiba mais aqui<\/strong><\/a>). Produtores e exportadores ainda divergem sobre o futuro do acordo privado que pro\u00edbe a compra de soja produzida em \u00e1reas desmatadas da Amaz\u00f4nia ap\u00f3s 2008 \u2013 mesmo quando em conformidade com a lei.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"455\" data-end=\"781\">A Confer\u00eancia da ONU sobre o Clima de 2025, que ser\u00e1 sediada em novembro em Bel\u00e9m (PA), coloca o Brasil no centro das discuss\u00f5es globais sobre meio ambiente. Para o agroneg\u00f3cio, essa \u00e9 uma oportunidade estrat\u00e9gica de mostrar ao mundo a contribui\u00e7\u00e3o do setor para a agenda clim\u00e1tica. Mas para isso, \u00e9 preciso afinar o discurso.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"783\" data-end=\"1140\">Durante o evento \u201cRumo \u00e0 COP30\u201d, promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag) em S\u00e3o Paulo, lideran\u00e7as do setor e representantes do governo discutiram os desafios e as oportunidades para o agro na confer\u00eancia. A principal mensagem foi clara: o Brasil precisa chegar \u00e0 COP30 com uma posi\u00e7\u00e3o unificada sobre o papel do campo na sustentabilidade.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"341\" data-end=\"716\">O embaixador brasileiro destacou a relev\u00e2ncia do agroneg\u00f3cio nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais com os Estados Unidos e afirmou que o setor precisa ser parte central de qualquer tratativa comercial entre os dois pa\u00edses. Ainda assim, evitou antecipar quais segmentos seriam priorizados em uma eventual revis\u00e3o das tarifas impostas pelos norte-americanos ao a\u00e7o e ao alum\u00ednio brasileiros. Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago, que preside a COP30, lembrou que a agricultura, nas confer\u00eancias clim\u00e1ticas, \u00e9 muitas vezes vista apenas como v\u00edtima das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cMas a agricultura tamb\u00e9m pode ser parte da solu\u00e7\u00e3o, com pr\u00e1ticas que ajudam a capturar carbono e preservar o meio ambiente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"718\" data-end=\"1086\">A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que o governo brasileiro tenta construir um pacote mais amplo de negocia\u00e7\u00f5es, que pode incluir concess\u00f5es em \u00e1reas sens\u00edveis como a agropecu\u00e1ria. O movimento acendeu um alerta entre lideran\u00e7as do setor, que j\u00e1 vinham expressando preocupa\u00e7\u00e3o com o uso recorrente do agroneg\u00f3cio como moeda de troca em acordos internacionais.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1088\" data-end=\"1454\"><strong>MORAT\u00d3RIA<\/strong>\u00a0\u2013 O receio \u00e9 de que o Brasil aceite, por exemplo, novas exig\u00eancias ambientais ou sanit\u00e1rias impostas por Washington em troca da redu\u00e7\u00e3o das tarifas aplicadas ao a\u00e7o e ao alum\u00ednio. Outro ponto que desperta aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade de o pa\u00eds flexibilizar a entrada de produtos agr\u00edcolas norte-americanos sem garantir contrapartidas reais para os produtores brasileiros.<\/p>\n<div id=\"attachment_288187\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-288187\" src=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/isan-1-243x300.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\" srcset=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/isan-1-243x300.jpg 243w, https:\/\/pensaragro.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/isan-1.jpg 664w\" alt=\"\" width=\"405\" height=\"500\" aria-describedby=\"caption-attachment-288187\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-288187\" class=\"wp-caption-text\"><em>Imagem: assessoria<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"1456\" data-end=\"1908\">Para o presidente do Instituto do Agroneg\u00f3cio (IA), Isan Rezende (foto), \u00e9 inadmiss\u00edvel que o setor seja mais uma vez sacrificado em negocia\u00e7\u00f5es que n\u00e3o levam em conta o peso do agro na economia brasileira. \u201cO agroneg\u00f3cio responde por mais de 25% do PIB e por mais de 40% das exporta\u00e7\u00f5es. \u00c9 ele que sustenta a balan\u00e7a comercial do pa\u00eds. N\u00e3o podemos aceitar que esse setor estrat\u00e9gico seja usado como moeda de troca para resolver impasses de outras \u00e1reas\u201d, afirmou.<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"u65b928aadf9b970301c9fc2c5512bf64-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">Semana come\u00e7a com crise global e pre\u00e7os de commodities em queda livre<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"1910\" data-end=\"2214\">Rezende tamb\u00e9m criticou a falta de di\u00e1logo com as entidades representativas do campo antes de se firmarem compromissos internacionais. Segundo ele, \u201c\u00e9 preciso que o governo ou\u00e7a quem produz, quem gera emprego no interior do Brasil, quem lida com os desafios reais da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria todos os dias\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"2216\" data-end=\"2684\">Ele avalia que o Brasil precisa agir com firmeza para defender sua competitividade. \u201cAs barreiras t\u00e9cnicas e sanit\u00e1rias impostas por outros pa\u00edses, muitas vezes sem embasamento cient\u00edfico, j\u00e1 dificultam o acesso dos nossos produtos aos mercados internacionais. Se o governo ceder ainda mais, sem garantias concretas de reciprocidade, estar\u00e1 traindo o setor que mais gera divisas para o pa\u00eds\u201d, comentou.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"191\" data-end=\"701\">Isan Rezende foi enf\u00e1tico ao recha\u00e7ar qualquer tentativa de impor uma legisla\u00e7\u00e3o estrangeira que se sobreponha \u00e0 brasileira. Segundo ele, a proposta representa uma afronta ao produtor rural e \u00e0 soberania nacional.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"191\" data-end=\"701\">\u201cQuerem nos impor um congelamento de \u00e1reas produtivas como se o Brasil fosse o vil\u00e3o do meio ambiente. Isso \u00e9 um absurdo. \u00c9 uma estrat\u00e9gia disfar\u00e7ada para frear o crescimento do nosso agro e transferir competitividade para os pa\u00edses que j\u00e1 devastaram seus biomas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"703\" data-end=\"1248\">O presidente do Instituto do Agroneg\u00f3cio destacou que o Brasil \u00e9 refer\u00eancia mundial em preserva\u00e7\u00e3o ambiental e que n\u00e3o h\u00e1 justificativa t\u00e9cnica ou legal para travar a expans\u00e3o de \u00e1reas que j\u00e1 s\u00e3o autorizadas por lei.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"703\" data-end=\"1248\">\u201cTemos um C\u00f3digo Florestal que \u00e9 modelo para o mundo. O produtor rural brasileiro j\u00e1 preserva mais do que qualquer outro. S\u00f3 no Cerrado, temos milh\u00f5es de hectares em reserva legal e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente. Quem defende morat\u00f3ria est\u00e1, na pr\u00e1tica, criminalizando quem cumpre a lei e trabalha para alimentar o mundo\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1250\" data-end=\"1727\">Isan tamb\u00e9m alertou para o impacto social e econ\u00f4mico de uma eventual morat\u00f3ria, especialmente nas regi\u00f5es mais carentes do pa\u00eds. \u201cEssa pol\u00edtica vai atingir diretamente pequenos e m\u00e9dios produtores, impedir a gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda e desenvolvimento em \u00e1reas que mais precisam de oportunidades. A verdadeira sustentabilidade precisa equilibrar produ\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e progresso. Morat\u00f3ria \u00e9 retrocesso, \u00e9 entregar nosso futuro nas m\u00e3os de interesses estrangeiros\u201d, concluiu.<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"uaef1aef383b062eb817cb9942300fe0b-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">FPA quer mais dinheiro para o seguro rural por causa das intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"1455\" data-end=\"1937\">Para o ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azev\u00eado, o Brasil corre o risco de perder uma oportunidade estrat\u00e9gica. \u201cSe n\u00e3o mostrarmos ao mundo como o agro brasileiro est\u00e1 fazendo a diferen\u00e7a, essa chance ser\u00e1 desperdi\u00e7ada\u201d, alertou. Ele tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a tend\u00eancia, nas \u00faltimas COPs, de se colocar o agroneg\u00f3cio como vil\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desconsiderando as caracter\u00edsticas da agricultura tropical e dos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"70\" data-block-id=\"15\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">Andr\u00e9 Dobashi, presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil, refor\u00e7ou que e a CNA \u00e9 contra qualquer concilia\u00e7\u00e3o em torno da Morat\u00f3ria. \u201cCompreendemos que a Morat\u00f3ria \u00e9 completamente il\u00edcita\u201d, disse na audi\u00eancia. Para ele disse a legisla\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia ignora a lei vigente no Brasil e penaliza os produtores que respeitam o C\u00f3digo Floresta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">\u201cA Morat\u00f3ria n\u00e3o conseguiu impedir desmatamento ilegal. Ela criminaliza o produtor, afasta investimentos, concentra mercados na m\u00e3o de poucos exportadores, agrava desigualdades regionais. Os munic\u00edpios s\u00e3o sufocados economicamente por um instrumento sem respaldo no ordenamento jur\u00eddico brasileiro\u201d, completou.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"1939\" data-end=\"2167\">J\u00e1 o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues destacou a necessidade de um discurso \u00fanico. \u201cA diverg\u00eancia interna atrapalha. Se queremos ser ouvidos, precisamos falar a mesma l\u00edngua. E isso tem que chegar ao governo\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"106\" data-end=\"474\">Em dezembro do ano passado, o ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que suspendeu os efeitos da lei de Mato Grosso, que havia sido aprovada para retirar benef\u00edcios fiscais de empresas envolvidas em acordos privados que imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es a produtores rurais. A medida \u00e9 vista como um entrave direto \u00e0 Morat\u00f3ria da Soja no estado.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"476\" data-end=\"865\">A decis\u00e3o foi tomada no \u00e2mbito de uma das duas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade apresentadas ao STF, que envolvem tamb\u00e9m uma legisla\u00e7\u00e3o semelhante aprovada em Rond\u00f4nia. Ambas as leis praticamente inviabilizam a continuidade da Morat\u00f3ria da Soja nessas regi\u00f5es. O Supremo ainda busca uma solu\u00e7\u00e3o conciliat\u00f3ria para o impasse, mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o julgamento ser\u00e1 conclu\u00eddo.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"2686\" data-end=\"3041\">As pr\u00f3ximas semanas ser\u00e3o decisivas. Enquanto o governo brasileiro tenta avan\u00e7ar nas tratativas visando a COP 30, o agroneg\u00f3cio acompanha com aten\u00e7\u00e3o os movimentos diplom\u00e1ticos. O temor \u00e9 que, mais uma vez, o setor produtivo acabe pagando a conta de acordos que, ao inv\u00e9s de impulsionar o desenvolvimento, ampliam ainda mais a inseguran\u00e7a no campo.<\/p>\n<p data-start=\"2686\" data-end=\"3041\">\n<p data-start=\"2686\" data-end=\"3041\">\n<p data-start=\"2686\" data-end=\"3041\"><a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/as-vesperas-da-cop30-agronegocio-cobra-protagonismo-e-questiona-a-moratoria\/\">Pensar Agro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a COP30 se aproximando, o setor agropecu\u00e1rio brasileiro busca alinhar o discurso sobre sustentabilidade, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":92356,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-92355","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro_cfnews"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92355"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92357,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92355\/revisions\/92357"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}