{"id":99400,"date":"2026-01-20T10:31:34","date_gmt":"2026-01-20T14:31:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/?p=99400"},"modified":"2026-01-20T10:31:34","modified_gmt":"2026-01-20T14:31:34","slug":"inadimplencia-no-campo-avanca-e-atinge-83-da-populacao-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/inadimplencia-no-campo-avanca-e-atinge-83-da-populacao-rural\/","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia no campo avan\u00e7a e atinge 8,3% da popula\u00e7\u00e3o rural"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"207\" data-end=\"627\">A inadimpl\u00eancia entre produtores rurais brasileiros voltou a crescer e alcan\u00e7ou 8,3% no terceiro trimestre de 2025, refletindo um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e acesso mais restrito ao cr\u00e9dito. O \u00edndice representa alta de 0,2 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e avan\u00e7o de 0,9 ponto na compara\u00e7\u00e3o anual, segundo levantamento divulgado pela Serasa Experian.<\/p>\n<p data-start=\"629\" data-end=\"1049\">Apesar do aumento gradual, a leitura do mercado \u00e9 que o endividamento segue relativamente controlado quando comparado ao volume total de cr\u00e9dito rural concedido nos \u00faltimos anos. Ainda assim, o cen\u00e1rio exige aten\u00e7\u00e3o, especialmente em segmentos mais expostos \u00e0 volatilidade de pre\u00e7os e ao impacto clim\u00e1tico. Para a Serasa, o momento refor\u00e7a a import\u00e2ncia de gest\u00e3o de risco e planejamento financeiro nas propriedades.<\/p>\n<p data-start=\"1051\" data-end=\"1454\">O levantamento mostra que a inadimpl\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 distribu\u00edda de forma homog\u00eanea no campo. O maior \u00edndice aparece entre produtores sem registro rural formal, grupo que inclui arrendat\u00e1rios e integrantes de grupos econ\u00f4micos, com 10,8% de inadimpl\u00eancia. Entre os grandes propriet\u00e1rios, o percentual chega a 9,6%, seguido por m\u00e9dios produtores (8,1%) e pequenos produtores (7,8%).<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"u9150bc49bb9616d6961b53b191c34079-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">PL determina que Governo distribua mudas e sementes para revitaliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-start=\"1456\" data-end=\"1801\">A an\u00e1lise por faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m revela diferen\u00e7as relevantes. Os produtores mais jovens concentram os maiores \u00edndices de atraso. Na faixa entre 30 e 39 anos, a inadimpl\u00eancia chega a 12,7%, enquanto produtores com idade mais avan\u00e7ada apresentam n\u00edveis bem inferiores, sugerindo maior capitaliza\u00e7\u00e3o ou menor exposi\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito recente.<\/p>\n<p data-start=\"1803\" data-end=\"2133\">Quando observada a origem das d\u00edvidas, o peso maior est\u00e1 nos compromissos assumidos junto a institui\u00e7\u00f5es financeiras, que concentram 7,3% dos atrasos. Nessa categoria, a d\u00edvida m\u00e9dia dos produtores inadimplentes \u00e9 de R$ 100,5 mil, refletindo t\u00edquetes elevados e prazos mais longos caracter\u00edsticos do cr\u00e9dito rural.<\/p>\n<p data-start=\"2135\" data-end=\"2487\">J\u00e1 os d\u00e9bitos com credores do pr\u00f3prio setor agropecu\u00e1rio, como fornecedores de insumos e servi\u00e7os, apresentam inadimpl\u00eancia bem menor, de 0,3%, embora o valor m\u00e9dio das d\u00edvidas seja mais alto, em torno de R$ 130,3 mil. Isso indica que, mesmo com poucos atrasos, h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o relevante de risco financeiro nesse tipo de rela\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n<p data-start=\"2489\" data-end=\"2817\">Do ponto de vista regional, o Sul do pa\u00eds segue como a \u00e1rea com menor n\u00edvel de inadimpl\u00eancia rural, registrando 5,5% da popula\u00e7\u00e3o com d\u00e9bitos em atraso. O desempenho contrasta com o observado no Norte (12,4%), Nordeste (9,7%) e Centro-Oeste (9,4%). O Sudeste aparece em posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, com 7%.<\/p>\n<div>\n<div class=\"centered-text-area\">\n<div class=\"centered-text\">\n<div class=\"u3365496ad3d8d85f82c79f6e8be48551-content\"><span class=\"ctaText\">Leia Tamb\u00e9m:<\/span>\u00a0\u00a0<span class=\"postTitle\">Brasil \u00e9 l\u00edder na Am\u00e9rica Latina e ultrapassa o Canad\u00e1 dentre as 10 maiores economia do mundo<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ctaButton\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-start=\"2819\" data-end=\"3223\">Entre os Estados, os tr\u00eas do Sul mant\u00eam \u00edndices abaixo de 6%, com destaque para o Rio Grande do Sul, que apresenta a menor inadimpl\u00eancia do Brasil, em 5,1%. Especialistas atribuem esse resultado \u00e0 maior presen\u00e7a de cooperativas, ao uso mais disseminado de seguro rural e \u00e0 maior ades\u00e3o a programas de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, que ajudam a suavizar per\u00edodos de estresse financeiro.<\/p>\n<p data-start=\"3225\" data-end=\"3636\">Para o mercado, o avan\u00e7o da inadimpl\u00eancia n\u00e3o indica uma crise generalizada no campo, mas sinaliza um per\u00edodo de\u00a0<strong data-start=\"3338\" data-end=\"3348\">ajuste<\/strong>, em que a seletividade do cr\u00e9dito, o custo financeiro elevado e a instabilidade de pre\u00e7os continuam pressionando parte dos produtores. A expectativa \u00e9 que medidas de renegocia\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas de mitiga\u00e7\u00e3o de risco sejam determinantes para evitar um agravamento do quadro ao longo de 2026.<\/p>\n<p data-start=\"3225\" data-end=\"3636\">\n<p data-start=\"3225\" data-end=\"3636\">\n<p data-start=\"3225\" data-end=\"3636\"><a href=\"https:\/\/pensaragro.com.br\/inadimplencia-no-campo-avanca-e-atinge-83-da-populacao-rural\/\">Pensar Agro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inadimpl\u00eancia entre produtores rurais brasileiros voltou a crescer e alcan\u00e7ou 8,3% no terceiro trimestre &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":99401,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[188],"tags":[],"class_list":["post-99400","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99400"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99400\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99402,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99400\/revisions\/99402"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99401"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cfnews.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}