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POSITIVO – O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), avaliou como positivo este primeiro encontro entre a a FPA e o novo comando do Ministério da Agricultura, destacando, no entanto, que a efetividade das medidas dependerá da capacidade de o governo avançar em soluções concretas para o crédito e o endividamento no campo.
“Quando a gente olha esse conjunto de propostas, fica claro que o problema hoje não é falta de produção, é falta de financiamento. O produtor continua entregando resultado, mas está com dificuldade de acessar crédito e, principalmente, de manter o fluxo financeiro diante do aumento das dívidas. Se não houver uma solução estruturada para o endividamento rural, com alongamento e condições reais de pagamento, o risco é travar investimento dentro da porteira já nas próximas safras”, avalia Isan Rezende.
“Outro ponto central é a previsibilidade. O produtor precisa saber qual regra vai valer daqui a seis meses ou um ano para tomar decisão hoje. Quando você tem insegurança regulatória — seja em crédito, em insumos ou em exigências ambientais — o impacto é direto no custo e na produtividade. Essa pauta apresentada pela FPA busca justamente organizar esse ambiente, dar clareza sobre leis que já foram aprovadas e evitar sobreposição de regras que só aumentam burocracia sem melhorar o controle”, afirmou Rezende.
“Também chama atenção o peso das questões tributárias e de mercado externo. O agro brasileiro compete globalmente, e qualquer distorção de custo ou barreira regulatória tira competitividade do produtor. A discussão sobre insumos, acordos comerciais e regras internacionais, como no caso europeu, não é teórica, ela afeta preço, margem e acesso a mercado. Por isso, a articulação entre governo e setor produtivo precisa ser mais rápida e mais alinhada, sob pena de o Brasil perder espaço mesmo sendo um dos maiores produtores do mundo”, completou o presidente do IA.
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