- Cuiabá
- SÁBADO, 11 , ABRIL 2026
- (65) 99245-0868
Os Estados Unidos voltaram a criticar o Pix em relatório divulgado no fim de março, reacendendo o debate sobre possíveis medidas contra o sistema brasileiro. O documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos aponta o Pix como uma possível barreira comercial, ao alegar que o modelo favorece um sistema público em detrimento de empresas privadas estrangeiras.
A investigação, aberta ainda em 2025 com base na legislação comercial americana, segue em andamento e não tem prazo para conclusão. Especialistas destacam que os EUA não têm poder para interferir diretamente no funcionamento do Pix, mas podem adotar medidas indiretas, como tarifas sobre produtos brasileiros ou restrições comerciais mais amplas.
O tema ganhou resposta do governo brasileiro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo o sistema e afirmando que “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”. O modelo também recebeu apoio internacional, como do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que sugeriu a adoção de sistema semelhante em seu país.
Analistas avaliam que a pressão dos EUA está ligada não apenas à concorrência econômica, mas também ao avanço de sistemas nacionais de pagamento que reduzem a dependência de grandes empresas globais. Nesse cenário, o Pix passa a ser visto como parte de uma disputa mais ampla por controle de infraestrutura financeira e soberania digital.