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- SÁBADO, 24 , OUTUBRO 2026
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A escalada aumenta o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio, mesmo com a recuperação do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity. As exportações pela passagem voltaram a níveis próximos aos anteriores à guerra.
O Brent acumula valorização superior a 85% em 2026, impulsionado pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que se aproxima do nono mês. Os preços dos derivados, especialmente o diesel, subiram ainda mais.
Apesar da recente retomada dos embarques pelo Estreito de Ormuz, os preços do petróleo físico, negociado para entrega efetiva, e não por meio de contratos futuros recuaram, enquanto as cotações dos contratos futuros continuaram em alta.
Analistas do Citigroup alertam, porém, que a recuperação dos embarques ainda não significa uma normalização completa das exportações. Segundo eles, o aumento temporário do fluxo pode refletir a redução de estoques ou a liberação de barris que haviam sido retidos anteriormente.
Os embarques de derivados de petróleo da região continuam limitados. A restrição ocorre ao mesmo tempo que a Ucrânia intensifica ataques contra refinarias russas, levando governos a recorrer a seus estoques de combustível.
O governo americano se prepara para um conflito prolongado. Em entrevista ao Financial Times, Mike Waltz, embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o país ainda pode estar em um impasse com o Irã daqui a um ano.
Segundo Waltz, a Marinha americana tem condições de manter o bloqueio aos portos iranianos por tempo indeterminado, enquanto Washington amplia a pressão econômica sobre Teerã.
Na quinta-feira (22), o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos haviam neutralizado o Irã e ameaçou ampliar as ações militares, sem dar detalhes. Segundo o New York Times, Estados Unidos e Israel também elaboraram planos para retomar os ataques contra o país após as eleições legislativas americanas, previstas para o início de novembro.
A pressão sobre os preços dos combustíveis também tem implicações políticas para Trump, que busca conter os custos antes das eleições. Entre as medidas em discussão está um acordo com Moscou para o fornecimento de diesel.