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28/03/2021 - 22:10

EXAMINAI ÀS ESCRITURAS COMO FONTE DE AUTORIDADE

Para a maioria dos teólogos medievais, a Escritura era a fonte única e suficiente da doutrina cristã. Tudo o que é essencial à fé, está revelado na, e pela Escritura. De maneira direta ou através da analogia da fé, as Escrituras são, o corpo doutrinário para a vida de uma igreja genuinamente cristã.

Jesus afirma: (Jo5.39) “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”. Ninguém menos que o próprio autor das Escrituras mostra sua profundidade e utilidade. O imperativo de Cristo mais que nunca, se faz necessário em nossos dias.

Na idade média, a tradição foi uma fonte de consulta dos eruditos Bíblicos. Eles deram a ela, o mesmo pé de autoridade da própria Palavra de Deus. As Escrituras falam sobre a importância da tradição isso é verdade.

Em 1Co15.1-4 Paulo diz que estava entregando a eles, aos Coríntios algo do que ele mesmo havia recebido. Em 1 e 2 Tm, a Bíblia nos manda guardar o bom depósito que foi confiado a nós.

Quando no século II, surgiu um debate sobre o gnosticismo, Irineu de Leão (130-200) disse que os hereges interpretavam a Bíblia de acordo com seu gosto pessoal, mas, o cristão genuíno, interpretava a Bíblia de um modo que seria aprovado pelos apóstolos. Com isso, ele afirmou, que o que foi transmitido pelos apóstolos à igreja, não foi só o texto bíblico, mas também o modo correto de ler e compreender esses textos.

A compreensão de Irineu sobre tradição foi o seguinte; a tradição para Irineu, era um modo de interpretar as Escrituras e certas passagens dela, relacionada aos tempos dos apóstolos. Para Irineu, somente as Escrituras era a verdade de Deus e autoridade suprema para vida da igreja. Irineu lia a Palavra de Deus e a interpretava conforme a tradição apostólica.

A partir do século XIV e XV a tradição passou a ser entendida como uma fonte distinta e separada da revelação das Escrituras. Começou-se a enfatizar a tradição sobre assuntos que as Escrituras silenciavam. A igreja medieval afirmou que Deus providenciou uma segunda fonte de revelação para suplementar a primeira que não bastava suficientemente.

Uma forte ênfase foi dada na tradição oral, que durante anos, foi adicionada em grau e relevância a própria palavra de Deus. A teologia reformada não despreza a tradição enquanto uma fonte de pesquisa assim como também não despreza a experiência religiosa. Mas, somente as Escrituras são a palavra genuína e verdadeira de Deus e inspirada e auto-suficiente.

Somente a Escritura é a norma de todas as normas e ninguém, nem a tradição e nem qualquer outro que seja, pode colocar-se acima ou igual as Escrituras Sagradas. Portanto, quando Jesus diz; “Examinai as Escrituras”, Ele confirma que ela é nossa fonte única de vida e para a vida.

Precisamos, como igreja de Cristo, voltar as Escrituras. Numa época pós-cristã, em que a palavra de Deus é questionada em sua autoridade intrínseca, precisamos manter a fidelidade bíblica sabendo, crendo e confiando, no que Cristo por meio de seu Espírito nos revelou e que renova nosso coração de esperança.

A Escritura é a fonte da água da vida, a Escritura é nossa fonte de esperança e paz diante das aflições, as Escrituras é o conforto para o povo de Deus em tempos de angústia. A Escritura é nosso alimento diário. Leia e ame as Escrituras.

SAIBA MAIS SOBRE O PASTOR NELSON JÚNIOR

Rev. Nelson Abreu Jr.

é pastor da  Igreja Presbiteriana Betânia Cuiabá-MT.

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