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A Assembleia Legislativa discutiu a situação do Assentamento Itanhangá, durante audiência pública realizada na manhã de hoje (18). No assentamento, localizado cerca de 30 km da área urbana de Itanhangá (492 km da capital), residem aproximadamente 246 famílias, que buscam título de propriedade e que vivem acampadas em moradias precárias.
O debate foi uma iniciativa do deputado estadual Gilberto Cattani (União), que mora no assentamento Pontal do Marape, na zona rural de Nova Mutum.
“O nosso objetivo é ajudar essas pessoas que estão há muitos anos esperando pelo título de propriedade e, por causa de governantes do passado, ainda sofrem com este problema” disse o deputado.
Participaram também da audiência o prefeito de Itanhangá, Edu Paskoski (PL), o presidente da Câmara do município, Zilmar Albuquerque (PSDB), representantes de sindicatos e da Polícia Militar.
“Este trabalho da Assembleia proposto pelo deputado Cattani irá nos ajudar muito a conseguir isso, que todos queremos na cidade, que é conseguir regularizar a situação dos assentados”, afirmou o prefeito.
Os depoimentos e documentos recolhidos na audiência pública, segundo Cattani, serão encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF).
“Vamos estar mandando tudo para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e para o Ministério Público Federal. Queremos que todo o esforço que este povo está fazendo não seja em vão”, concluiu.
De acordo com os assentados, a terra pertenceria a “Luana”, que teria cedido seu lote (823) como forma de recebe-la com unidade para que as famílias pudessem aguardar ali pelo desfechado de investigação federal sobre o possível descumprimento das condições de 14 lotes entregues pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, que atualmente estariam irregulares.
Fonte: ALMT | Foto: Carlos Dorile