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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta sexta-feira (9) a libertação de prisioneiros políticos pelo governo interino da Venezuela, classificando o gesto como “um sinal de paz”. Entre os libertados estão a ativista Rocío San Miguel e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez.
Trump afirmou que a cooperação do novo governo venezuelano levou os EUA a cancelar uma segunda onda de ataques ao país, planejada após uma operação militar anterior em Caracas que deixou cerca de 100 mortos. Ele também anunciou investimentos de pelo menos US$ 100 bilhões na indústria petroleira venezuelana e encontros com executivos do setor na Casa Branca.
A libertação foi anunciada na quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente Delcy Rodríguez. Segundo ele, a medida é unilateral e envolve venezuelanos e estrangeiros. O gesto também foi associado a esforços diplomáticos do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e do Qatar.
A ação atende a pedidos antigos da oposição venezuelana e ocorre em meio a tensões internacionais. Rocío San Miguel estava presa desde fevereiro de 2024, acusada de envolvimento em um suposto plano contra Nicolás Maduro, e permaneceu detida no Helicoide, local denunciado por organizações de direitos humanos por práticas de tortura.