- Cuiabá
- QUARTA-FEIRA, 9 , SETEMBRO 2026
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento temporário do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A medida está relacionada à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades e exposto informações de investigações sigilosas.
O ministro André Mendonça, do STF, ordenou o afastamento preventivo de dois integrantes da cúpula da Polícia Federal: o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.
A decisão foi tomada após a análise de documentos produzidos por setores de inteligência da corporação. Segundo o ministro, os materiais teriam acompanhado a atuação de autoridades públicas, incluindo integrantes do próprio Supremo e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Além do afastamento, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações criminais e administrativas para esclarecer quem produziu os relatórios, por quais motivos e com que finalidade. Também suspendeu a elaboração ou o compartilhamento de documentos voltados a avaliar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou agentes envolvidos em investigações.
Na avaliação apresentada pelo ministro, os documentos não seguiam requisitos formais esperados para relatórios oficiais de inteligência. Eles não tinham identificação institucional completa, assinatura, numeração ou outros elementos de autenticação. Os próprios materiais indicavam baixo grau de confiança e afirmavam que não deveriam ser usados como prova.
O conteúdo também teria incluído análises sobre decisões tomadas por autoridades e sobre a atuação de outros integrantes da Polícia Federal. Mendonça considerou inadequado que uma unidade de inteligência produzisse avaliações com esse tipo de juízo sobre autoridades e investigações em andamento.
Outro ponto destacado foi a divulgação de informações sigilosas. Os relatórios mencionariam apurações ainda em curso e possíveis medidas judiciais contra pessoas investigadas. Para o ministro, o vazamento poderia alertar os alvos e comprometer o resultado das operações.
A crise se intensificou depois que o Partido Novo pediu providências ao STF e levantou suspeitas sobre a atuação do diretor-geral da PF. A legenda também solicitou a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, alegando possíveis vínculos com uma suposta rede de influência criminosa. Essas alegações ainda dependem de apuração e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre responsabilidade.
Mendonça solicitou que a Segunda Turma do STF analise a decisão em sessão extraordinária. O objetivo é que os demais ministros avaliem se mantêm ou não as medidas determinadas.
Até a atualização das informações, Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa ainda não haviam apresentado manifestação pública sobre o afastamento. As investigações deverão esclarecer a origem dos relatórios, a cadeia de responsabilidade e eventuais irregularidades na produção ou no vazamento do material.
Fonte consultada: reportagem publicada pelo g1 em 8 de setembro de 2026. O texto acima é um resumo informativo original, elaborado com linguagem própria e sem reprodução de trechos da matéria.