Jesus revela o amor de Deus a uma mulher apanhada em flagrante adultério. Os acusadores santarrões, mesmo torcendo a lei, falavam em nome dela para condenar. A mulher não tinha a seu favor qualquer elemento que pudesse lhe trazer esperança. A única coisa que podia esperar dessa dantesca cena era o apedrejamento. Jesus, porém, não age por pressão dos acusadores impiedosos. O reto juiz discerniu os propósitos malignos que os governavam.
Em vez de expor a pecadora a uma situação ainda mais humilhante, Jesus levantou a ponta do véu e alfinetou a consciência dos acusadores, dizendo que aqueles que estavam isentos de pecado poderiam começar o apedrejamento. Nesse ínterim, Jesus escreveu com o dedo no chão. Talvez em letras garrafais pontuasse os pecados ocultos dos acusadores implacáveis. Talvez trouxesse à plena luz da manhã as iniquidades ocultas daqueles que estavam prontos a condenar.
Depois que todos os acusadores se afastaram, envergonhados pelos seus próprios pecados, Jesus, sem desculpar o adultério da mulher, abriu-lhe uma fonte de esperança, perguntando-lhe: “Mulher, onde estão os teus acusadores? Eles não te condenaram? Eu também não te condeno. Vai e não peques mais.” Agora mesmo Jesus pode também perdoar os seus pecados e restaurar a sua vida.
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes