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01/05/2021 - 01:41

Não Matarás

O sexto mandamento diz: “Não matarás”. Essa ordem segue uma perspectiva bíblia completamente alinhada com a defesa da vida. A palavra hebraica ratsakh, encontrada nesse mandamento é traduzido como assassinar.

Não assassinarás, é o sentido da palavra ratsakh, que se refere à matança ilegal ou proibida. A bíblia faz diferença entre homicídio culposo, em que não existe a intenção de matar e doloso, em que o desejo pela morte conduziu a atitude do assassino.

Em Dt19.5 Moisés fala da morte acidental num local de trabalho, e, em Gn4.8 Moisés também relata, a morte de Abel pelas mãos de seu irmão Caim, algo totalmente premeditado. Ambos os relatos mostram dois tipos de homicídios, um com intenção de matar e, o outro sem.

O Catecismo Maior diz:

P.135. Quais são os deveres exigidos no sexto mandamento?

  1. Os deveres exigidos no sexto mandamento são:

todo cuidado e todos os esforços legítimos para preservar a nossa vida e a dos outros, a resistência a todos os pensamentos e propósitos, com o controle de todas as paixões e a evitação de todas as ocasiões, tentações e práticas que tendem a tirar injustamente a vida de alguém,

O Catecismo Maior continua dizendo:

P.136. Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento?

  1. Os pecados proibidos no sexto mandamento são:

tirar a nossa vida ou a de outrem, exceto no caso de justiça pública, guerra legitima, ou defesa necessária; a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida; a raiva pecaminosa, o ódio, a inveja, o desejo de vingança; todas as paixões excessivas e os cuidados demasiados,

Usar qualquer argumento como motivo para tirar a vida de quem quer que seja, quando não há necessidade para isso, numa situação de defesa e proteção da vida, configura-se na quebra do sexto mandamento. A Bíblia nunca proíbe a autodefesa, mas, proíbe a vingança.

Em Êx.22.2-3 Moisés diz que se alguém entrasse na casa de outrem depois do anoitecer, a responsabilidade em defender sua propriedade e mesmo sua família estaria em suas mãos. Em Mt5.38-42 Jesus comentando sobre a lei do talião (Olho por olho, dente por dente, v.38; cf. Êx21.24), era um princípio geral de justiça a ser observado nos tribunais de Israel.

O que os fariseus faziam? Eles usavam a lei para justificar e limitar a vingança individual. Jesus, afirma que, os indivíduos não devem buscar qualquer vingança. Ele diz; “eu porém vos digo”. O que Jesus introduz é o seguinte; a vingança é oposta ao amor, não à autodefesa.

O assassinato é uma atitude contrária às Escrituras, mas, a autodefesa frente às situações em que se faz necessário proteger alguém, inclusive do assassinato, é algo absolutamente bíblico Êx22.2-3. Recentemente vimos várias opiniões a respeito de uma criança de 10 anos que recebeu permissão para realizar um aborto, aliás, foi determinado que ela o fizesse.

Um aborto é um assassinato. Um aborto é a vingança, o ódio e toda a ira derramado sobre a única pessoa inocente na situação, o feto. A criança que está sendo gerada. Um embrião é um ser pessoal Sl139.16: “Os teus olhos me viram a substancia ainda informe”…

Não pretendo exaurir numa única página este assunto, mas, gostaria que pensássemos que nossas ações não podem ter como base, nossa ira e indignação. Às Escrituras nos ensinam: “A ira do homem, não produz a justiça de Deus” (Tg1.20).

Não permitamos que nossa indignação seja maior que a verdade de Deus em nossa vida. Deus, aos humildes, dá a Sua graça.

 

 

Rev. Nelson Jr

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