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14/09/2026 - 08:23

Banco Master usou Word e códigos para fabricar documentos falsos

PF identificou uma espécie de linha de montagem digital para criar dossiês de créditos consignados que seriam apresentados como legítimos ao BRB

PF identifica estrutura no Banco Master para produzir documentos de créditos consignados

Subtítulo

Investigação aponta uso de dados reais de clientes, documentos produzidos em massa e alterações de arquivos para sustentar operações atribuídas à Tirreno Consultoria

Resumo da matéria

A Polícia Federal identificou dentro do Banco Master uma estrutura que teria produzido e alterado documentos usados para sustentar operações de créditos consignados atribuídas à Tirreno Consultoria e apresentadas ao Banco de Brasília (BRB). Segundo a perícia, foram utilizados programas como Word e Excel, além de códigos de programação e edição de arquivos PDF.

A investigação aponta que dados reais de clientes, como nome, CPF e data de nascimento, foram extraídos de sistemas internos e usados na produção de novos documentos. Em junho de 2025, por exemplo, 2.700 procurações teriam sido criadas de uma só vez por meio da ferramenta de mala direta do Word.

A PF também encontrou documentos com datas e informações modificadas, além de páginas de assinaturas separadas de arquivos originais. Em alguns casos, registros digitais das assinaturas permitiram identificar que determinados documentos foram formalizados meses depois das datas apresentadas em seu conteúdo.

Os documentos eram posteriormente reunidos em arquivos únicos, formando dossiês relacionados às operações. A investigação também encontrou conversas sobre alterações em comprovantes de transferências via PIX e sobre questionamentos feitos durante uma auditoria da Deloitte.

Segundo a PF, parte da documentação chegou à direção do Banco Master. Em junho de 2025, Daniel Vorcaro, dono da instituição, teria solicitado um conjunto de documentos com assinaturas digitais.

A perícia concluiu que a estrutura combinava ferramentas de escritório, programação e edição digital para acelerar a produção dos arquivos e dar aparência de regularidade às operações questionadas. A PF continua investigando as operações e a responsabilidade de cada envolvido.

 

Divulgação foto capa/Banco Master

Da redação com informação do site ultimosegundo.ig.com.br

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