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14/09/2026 - 08:33

Copom deve cortar juros, mas eleições e cenário externo geram cautela

Mercado espera redução de 0,25 ponto na Selic, mas inflação, contas públicas, petróleo e El Niño podem limitar novos cortes

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião desta terça (15) e quarta-feira (16). A expectativa do mercado aponta 94,25% de probabilidade de corte, segundo a B3.

A decisão ocorre em um cenário de desaceleração da economia e de inflação mais controlada. O PIB do segundo trimestre mostrou queda de 0,4% no consumo das famílias, enquanto o IPCA de agosto confirmou uma perda de força da inflação.

Apesar disso, os próximos passos do Banco Central ainda dividem os economistas. Parte do mercado espera que a Selic chegue a 13,75% e permaneça nesse nível até o fim de 2026. Outros analistas acreditam que ainda haverá espaço para novos cortes, levando a taxa para 13,25% ou até 13,5%.

Entre os fatores que podem influenciar essa decisão estão as eleições de 2026, as dúvidas sobre as contas públicas e o comportamento da inflação. O El Niño pode pressionar os preços dos alimentos, enquanto a alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio aumenta os riscos para a inflação.

As expectativas de inflação também permanecem acima da meta, o que leva o mercado a esperar uma comunicação mais cautelosa do Banco Central, sem antecipar quantos cortes ainda poderão ocorrer.

A definição dos juros afeta diretamente o custo de empréstimos, financiamentos e investimentos. Por isso, uma eventual sequência de cortes pode reduzir gradualmente o custo do crédito, mas dependerá da evolução da inflação, da economia brasileira e do cenário internacional.

Da redação com informação do site infomoney.com.br

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