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05/10/2026 - 14:32

Senado terá maior bancada feminina da história, com 16 mulheres

O Senado Federal terá a maior bancada feminina de sua história a partir de 2027. Das 54 vagas disputadas no último domingo (4), 12 foram conquistadas por mulheres, que se juntam às quatro já eleitas em 2022, totalizando 16 senadoras titulares.

As mulheres passarão a ocupar cerca de 20% das 81 cadeiras do Senado. O recorde anterior havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres foram eleitas para a Casa.

A nova bancada, porém, terá forte diversidade política. Das 16 senadoras, 11 estão em partidos de perfil conservador ou liberal, como PL, PSDB, PP, Podemos, União, MDB e Republicanos, enquanto cinco pertencem a legendas de esquerda ou centro-esquerda, como PT, Rede e PDT.

Entre as 12 eleitas neste ano, três são de partidos de esquerda ou centro-esquerda. Marília Campos (PT-MG) e Samanda de Lula (PT-RN) foram eleitas pelo PT, enquanto Marília Arraes (PDT-PE) conquistou a vaga em Pernambuco.

O PL elegeu três senadoras: Carol de Toni, em Santa Catarina, e Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal. Com as duas novas eleitas, o DF terá uma representação exclusivamente feminina no Senado, ao lado de Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022.

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A nova composição também reúne mulheres com vínculos familiares com políticos. Entre elas estão Rayssa Furlan (Podemos-AP), esposa do governador eleito do Amapá, Dr. Furlan; Gracinha Caiado (União-GO), esposa de Ronaldo Caiado; Teresa Surita (MDB-RR), ex-esposa de Romero Jucá; Mara Rocha (Republicanos-AC), irmã de Major Rocha; e Marina JHC (PSDB-AL), esposa do governador eleito de Alagoas, JHC.

As novas senadoras se juntarão a Teresa Leitão (PT-PE), Tereza Cristina (PP-MS) e Professora Dorinha (União-TO), esta última atualmente afastada para disputar o governo do Tocantins. A bancada ainda terá mudanças, já que cinco senadoras que concorreram neste ano não foram eleitas: Leila Barros, Eliziane Gama, Soraya Thronicke, Mara Gabrilli e Daniella Ribeiro.

Também deixam o Senado Dra. Eudócia, Roberta Acioly e Ivete da Silveira, que chegaram ao cargo como suplentes e posteriormente assumiram a titularidade. A renovação, no entanto, fará com que a representação feminina alcance um patamar inédito na história da Casa.

 

 

 

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