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29/09/2026 - 09:32

Senador mato-grossense defende cautela no fim da 6X1 e destaca papel social da Marinha

Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo de Mato Grosso, cobra garantia de emprego e renda para a aprovação da medida e elogia exposição “Soberania Começa no Mar” revelando parceria de “longa-data” com a Marinha.

 

Por Humberto Azevedo

 

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou, em entrevista exclusiva à reportagem do Grupo RDM, que o debate sobre o fim da escala 6X1 no Senado precisa ser conduzido com responsabilidade, evitando politização partidária neste ano eleitoral. Para o parlamentar, a redução da jornada só é positiva se vier acompanhada da manutenção do emprego e de remuneração adequada.

 

A declaração ocorre em meio à efervescência do tema no Legislativo: enquanto a Câmara dos Deputados se prepara para votar já o Projeto de Lei (PL) enviado pelo governo que regulamenta o texto constitucional aprovado por mais de 460 deputados, que reduz a jornada para 40 horas semanais, o Senado ainda não tem previsão de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6X1.

 

“Pena que é um ano eleitoral e, às vezes, matérias tão importantes como essa passam a ser politizadas partidariamente. (…) Quanto mais diminuir a carga horária, se tiver condições de aumentar a geração de emprego, é o que nós queremos”, defendeu o senador Wellington Fagundes – que é pré-candidato ao Palácio Paiaguás – sede do governo de Mato Grosso.

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DISPUTA CÂMARA VERSUS SENADO

 

Nesta terça-feira, 16 de junho, o plenário da Câmara deve analisar, com regime de urgência, o PL 1838 de 2026, enviado pelo Poder Executivo federal. O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações para estabelecer a jornada semanal máxima de 40 horas, além de adequar o descanso semanal remunerado – regulamentando o que está previsto na PEC 08 de 2025 já aprovado por ampla maioria dos deputados e parado no Senado.

 

A proposta é relatada pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA), que também foi o relator  da PEC 8, quando da tramitação na “Casa do Povo” e aparece, até o momento, como única pauta da sessão deliberativa extraordinária marcada para esta semana. A votação, na Câmara, acontece sob a pressão de sindicatos e movimentos populares que defendem o fim do modelo 6X1 parado no Senado por determinação do presidente daquela Casa – senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

 

“Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar o texto aprovado na Câmara. Essa é a minha posição”, comentou Alcolumbre na última semana.

 

“Vamos manter o mesmo texto da PEC 6×1, aprovada em 27/5 pela Câmara dos Deputados, agora em análise pelo Senado”, respondeu o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) –.em seu perfil nas redes digitais na última sexta-feira, 12 de junho.

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MARINHA NO SENADO

 

“Nós temos oito mil quilômetros de costa marítima, e que se não tiver lá a Marinha do Brasil presente, vai ser pirateado por países que vêm cá tomar conta da nossa riqueza”, completou o senador mato-grossense. (Foto: Humberto Azevedo / RDM)

O Senado recebe até o dia 19 de junho a exposição “Soberania Começa no Mar”, em homenagem ao Dia da Marinha. A mostra apresenta resultados concretos da parceria entre àquela força militar e o parlamento, com resultados a assistência social, ensino profissional, operações de salvamento e à saúde.

 

O senador Wellington Fagundes, presente na abertura da exposição – ocorrida na última terça-feira, 9 de junho, destacou o trabalho social da Marinha no Pantanal e em comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Ao lado de Fagundes, o diretor do centro de comunicação estratégica da Marinha, vice-almirante Vagner Belarmino, reforçou a importância de divulgar os resultados alcançados em conjunto com o Congresso.

 

Os painéis da exposição “Soberania Começa no Mar” traduzem em números o trabalho social da Marinha: 167,6 mil atendimentos médico-odontológicos, 838,6 mil exames e 1,48 milhão de medicamentos distribuídos. (Foto: Divulgação / Agência Marinha de Notícias)

“A Marinha do Brasil consegue multiplicar o recurso, principalmente nesse caso do Pantanal. Cuida das pessoas, daqueles às vezes não vistos pelo Estado brasileiro – os quilombolas, os indígenas, os ribeirinhos”, comentou o senador Wellington Fagundes.

 

“É uma oportunidade de nós mostrarmos os resultados concretos do relacionamento da Marinha com o Congresso Nacional”, complementou o vice-almirante Vagner Belarmino.

 

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Para assistir a entrevista que o senador Wellington Fagundes e o diretor do centro de comunicação estratégica da Marinha, vice-almirante Vagner Belarmino concederam sobre a exposição da Marinha no Senado Federal, clique aqui.

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